Cidades

CAPITAL

Motorista de Uber volta para casa e é intimado a depor na delegacia

Homem estava há 14 dias sumido, suspeita é de recaída por droga

Redação

17/10/2016 - 17h29

Motorista de Uber, Bruno Santos dos Santos, de 31 anos, reapareceu na sexta-feira, 14, após passar 14 dias sem dar notícias. A informação foi confirmada hoje, por Gustavo, primo do rapaz, que não quis passar informações mais detalhadas. A principal suspeita é de que Bruno tenha tido recaída no tratamento que fazia contra uso de entorpecentes.

De acordo com o delegado Marcio Shiro Obara, da Delegacia Especializada de Homicídios (DEH), o homem precisa comparecer à delegacia para explicar o sumiço. “Até então ele é tido como desaparecido. Se por um acaso a polícia encontrar o carro dele em alguma barreira, vai constar na ficha que o proprietário do veículo está desaparecido”, explica Obara ao afirmar que o carro ainda não foi localizado.

Ainda conforme o delegado, a família já foi acionada por telefone para que Bruno prestasse esclarecimentos pessoalmente. “Já telefonamos para a família e não vieram, hoje entramos com intimação, ou seja, ele é obrigado a comparecer para se explicar”, pontua o delegado.

Caso Bruno não compareça à delegacia, outras medidas serão tomadas. “Aí ele será levado coercivamente para depor, o que eu espero que não seja preciso fazer”, frisa Obara. Ao Portal Correio do Estado, o delegado afirmou que, de acordo com familiares, Bruno estava há um ano sem fazer uso de entorpecentes, e, até então, estava conseguindo manter-se longe do vício.

O CASO

“A família contou que ele já foi internado algumas vezes para fazer tratamento e que estava há um ano aparentemente bem, mas teve essa recaída, que pode ter sido a causa do sumiço dele”, explicou Obara.

Familiar que registrou o sumiço relatou para investigadores que o último contato com Bruno ocorreu por volta das 4h de segunda-feira (3). O primo disse que mandou mensagem por WhatsApp, cujo conteúdo constou como visualizada no celular de Bruno, porém não foi respondido.

Bruno estava trabalhando como motorista do transporte particular Uber, que começou a funcionar na Capital no dia 22 do mês passado. O carro que Bruno estava era Fiesta, de cor prata, de propriedade do pai dele.

A reportagem apurou que ele não estava trabalhando quando sumiu. A empresa mantém o registro de todos os motoristas e os trajetos que são feitos, mas no dia que desapareceu, Bruno não tinha acessado o sistema do Uber.

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