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Planalto intervém contra divisão na base aliada às vésperas de votações

Planalto intervém contra divisão na base aliada às vésperas de votações

Redação

18/10/2016 - 14h10
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O Planalto precisou intervir nesta segunda-feira (17) para evitar um racha na base aliada às vésperas de importantes votações de medidas econômicas na Câmara.

Em uma semana em que o presidente Michel Temer está fora do país e a pauta política tendia a esfriar, virou polêmica um jantar promovido pelo líder do PTB e postulante ao comando da Câmara, Jovair Arantes (GO), com líderes do chamado centrão.

Coube ao ministro Geddel Vieira Lima (Secretaria de Governo) atuar pessoalmente para contornar mal-estar criado durante o dia.

O encontro do centrão, grupo que inclui principalmente PSD, PR, PP, PTB e PRB, estava marcado desde a semana passada, mas, ao longo do dia, ganhou contornos de tentativa do grupo para atrair o apoio do PMDB, partido de Temer e maior bancada da Casa -com 67 parlamentares-, para a candidatura à sucessão de Rodrigo Maia (DEM-RJ).

O Planalto, porém, não gostou. A ordem de Temer é manter a imagem de neutralidade para evitar desagradar a base e comprometer a aprovação de medidas importantes como a que estabelece um teto para os gastos públicos. O segundo turno da votação da emenda à Constituição está previsto para a próxima semana.

Com o vazamento de que a reunião trataria da presidência da Câmara, auxiliares do presidente ponderaram que o PMDB não deveria antecipar a discussão e que o líder do partido na Câmara, Baleia Rossi (SP), poderia comparecer desde que deixasse claro o tema não seria debatido.

Baleia então desistiu de atender ao convite do centrão e marcou encontro informal da bancada peemedebista para discutir as estratégias para a votação da PEC.

O gesto provocou incômodo na base de Temer. "A conotação que se deu não é boa para o momento que estamos vivendo", disse Baleia no início da noite, sobre o encontro do centrão, enquanto rejeitava telefonemas de Jovair.

O líder do PMDB defende que a discussão sobre a sucessão na Câmara seja feita somente após a votação da PEC em segundo turno.

Foi aí que o ministro Geddel Vieira Lima entrou na articulação, após ser procurado por líderes do centrão para ouvir que a pauta do jantar seria apenas a reforma política. O Planalto, então, chancelou a ida de deputados do PMDB ao encontro.

Baleia foi à casa de Jovair acompanhado do irmão de Geddel, Lúcio Vieira Lima (BA). "Me consultaram e eu disse que era inoportuno [discutir a sucessão na Câmara]", disse Geddel.

"Ninguém está patrulhando reunião de deputado, apenas ponderando que é inoportuno discutir isso agora".
Após falar com líderes do centrão e ouvir deles que não seria discutida a sucessão na Câmara, Geddel minimizou a polêmica: "Falei que se quisessem, poderiam ir".

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