Passados 105 dias desde a data do crime, está engavetado na delegacia o inquérito sobre o assassinato do major da Polícia Miltiar Valdeni Lopes Nogueira, 47, cometido pela mulher dele, a tenente-coronel Itamara Romeiro Nogueira, 40. A oficial está solta, livrando-se da prisão em flagrante depois de alegar que atirou no marido porque ele pretendia matá-la. Apesar da autoria conhecida e confessa, o inquérito, que tem prazo de 30 dias para conclusão, arrasta-se há mais de três meses.
O delegado responsável pelo caso, Cláudio Graziani Zotto, da 7ª DP de Campo Grande, ainda analisa resultado de laudo pericial da reprodução simulada realizada no dia 18 de agosto, na residência do casal, assim como cartas precatórias e oitivas de testemunhas, embora já tenha a definição sobre autoria e a hipótese de motivação.
Segundo ele, o objetivo é apurar se há necessidade de mais provas, e apesar de todo o tempo já dedicado às investigações, acredita que a conclusão deva ser relatada à Justiça até o final deste mês. “Preciso analisar o que tenho para saber se será preciso algo mais. Ainda não tenho convicção”, pontuou.
Depois do crime, a tenente-coronel tirou férias e tendo retomado as suas funções, como ajudante de ordem na Coordenadoria-Geral de Segurança Institucional do Tribunal de Justiça, requereu pensão pela morte do marido, dividindo com a filha do casal quase R$ 20 mil mensais.
(*) A reportagem, de Renan Nucci e Thiago Gomes, está na edição de hoje do jornal Correio do Estado.