Problemas em rodovias brasileiras atingem 58,2% do todas das estradas do país, incluindo falhas no pavimento, sinalização e geometria da via, de acordo com pesquisa realizada pela Confederação Nacional dos Transportes (CNT). Do total de 103.259 quilômetros analisados, mais da metade possuem algum tipo de problema e são consideradas regulares, ruins ou péssimas, enquanto 41,8% foram avaliadas como boas ou ótimas.
Em relação ao ano passado, houve aumento de 26,6% na quantidade de pontos críticos nos trechos pesquisados. Foram encontrados 414 trechos com buracos grandes (maiores que um pneu convencional de automóvel de passeio), queda de barreiras, pontes caídas e erosões, ante 327 em 2015. Para a CNT, a principal causa é o baixo investimento no setor. No ano passado, o investimento da União em todos os modais de transporte correspondeu a 0,19% do PIB. De janeiro a setembro deste ano, foram gastos R$ 6,34 bilhões. A entidade estima que a adequação da malha rodoviária brasileira custaria R$ 292,54 bilhões, em obras de duplicação, construção, restauração e solução de pontos críticos.