Rebeldes sírios lançaram nesta sexta-feira (28) em Aleppo uma ofensiva para tentar romper o cerco mantido pelo Exército em torno da parte leste da cidade, controlada pelos insurgentes.
Um repórter da emissora Mayadeen, favorável ao regime sírio, informou terem sido realizados ataques em "todos os lados" da cidade, "do extremo norte ao extremo sul".
Segundo o jornalista, jatos de guerra alvejavam posições dos rebeldes. A Rússia e a Síria, que realizam ataques sobre a cidade, disseram na quinta (27) que seus aviões não sobrevoavam Aleppo há nove dias.
Na ofensiva contra o cerco a Aleppo, rebeldes realizaram ataques com carros-bomba e lançaram foguetes em direção a posições do regime sírio, relatou a ONG Observatório Sírio dos Direitos Humanos, com sede em Londres. Ao menos um dos carros-bomba era conduzido por um membro da frente Fatah al-Sham, antiga frene Al Nusra, ligada à rede terrorista Al Qaeda.
Segundo o Observatório, morteiros lançados pelos rebeldes nesta sexta contra a parte ocidental de Aleppo, controlada pelo regime sírio, mataram mais de 15 civis e feriram outros cem.
Um porta-voz da facção rebelde Fastaqim em Aleppo disse que "todas as facções revolucionárias, sem exceção, participam da batalha."
À agência de notícias Reuters, um dirigente do grupo rebelde Frente do Levante, ligado ao Exército Livre da Síria, disse que "há um chamado geral a qualquer pessoa que possa pegar em armas".
Enquanto ocorrem os enfrentamentos em Aleppo, o chanceler russo, Sergei Lavrov, recebe em Moscou seus colegas da Síria e do Irã, para reforçar sua parceria em defesa do ditador sírio, Bashar al-Assad, alvo de críticas do Ocidente por sua campanha militar contra grupos rebeldes.