Investigação sobre sumiço de 3.166 vacinas contra gripe volta à estaca zero e nova apuração será iniciada por promotoria do patrimônio público, que atua em suspeitas de improbidade administrativa. Inquérito foi aberto em junho pela 32ª Promotoria, que verifica irregularidades na saúde pública, no entanto, não cabe a ela descobrir se houve fraude e assim, possível desvio será analisado por outra pasta.
De acordo com a promotora Filomena Fluminhan, da 32ª, o objetivo inicial da investigação foi alcançado, que era identificar a insuficiência de vacinas e garantir que a população alvo fosse imunizada. “A nosso pedido, o Estado conseguiu com a União mais 20 mil doses e dessas, oito mil vieram para Campo Grande, garantindo a vacinação dos grupos de risco”, explicou.
No entanto, conforme a promotora, nunca foi foco do inquérito descobrir se ocorreu ou não desvio de doses, e por isso, “essa parte vai ser analisada por outra promotoria, que trata do patrimônio público”, afirmou. Ainda não se sabe qual das três promotorias (29ª, 30ª e 31ª) ficará responsável pela investigação. Única certeza é que, passados cinco meses da informação do desaparecimento das doses, nada foi descoberto e ninguém responsabilizado.
Reportagem de Lucia Morel está na edição de hoje do Correio do Estado.