Cidades

LAVA JATO

Palocci era a 'ponte' entre governo e empreiteiros, diz Delcídio

Ex-petista confessou esquemas de corrupção no governo

Redação

31/10/2016 - 16h47

Senador Delcídio do Amaral, ex-líder do governo da presidente cassada Dilma Rousseff (PT), afirmou em novo depoimento prestado à força-tarefa da Operação Lava Jato, no dia 11, que o ex-ministro Antonio Palocci era a "ponte" com os empresários e tinha como prioridade "alimentar" as campanhas.

“Antonio Palocci tinha uma tarefa bem determinada: fazer a ponte entre o governo e os empresários, alimentar as estruturas de poder (as campanhas). Era a prioridade de Antonio Palocci", afirmou Delcídio.

O ex-ministro sabia ao certo quem eram as pessoas com quem deveria discutir cada assunto, sem ampliar demasiadamente as conversas dentro do governo, afirmou Delcídio. Tido como forte do PT no governo e nas campanhas de Lula e Dilma, Palocci é acusado de ser o principal contato da Odebrecht - que negocia delação premiada com a Lava Jato - com negócios da União.

Além de defender interesses da empreiteira em contratos na Petrobras, ele teria defendido ilegalmente a aprovação de medidas no Congresso quando foi deputado federal. Em novo depoimento prestado, Delcídio disse que Palocci tinha um apartamento em Brasília, um duplex na Asa Norte, onde ele frequentemente recebia pessoas para contato, e que era muito discreto e fechado.

Preso pela Lava Jato em novembro de 2015, quando era senador e líder do governo, tentando comprar o silêncio do ex-diretor de Internacional da Petrobras Nestor Cerveró, o ex-petista foi cassado, virou delator e confessou os esquemas de corrupção no governo e apontou, entre outros, o envolvimento de Palocci.

Sem partido atualmente, Delcídio afirmou que conheceu Palocci em 2001, quando ele assumiu a coordenação da campanha presidencial de Lula. "Com a eleição de Lula, no ano de 2002, quando Palocci assumiu o Ministério da Fazenda, consolidou sua posição forte, não apenas do Partido, mas também com os empresários. A partir daí, Antonio Palocci passou a ser o principal interlocutor do presidente Lula."

Palocci foi demitido em 2006, em meio ao escândalo do mensalão e a CPI dos Bingos. Mesmo assim, Delcídio diz que Palocci continuou a ser uma pessoa muito influente no governo e que em 2010, com a eleição de Dilma, Lula indicou o ex-ministro da Fazenda para ocupar a Casa Civil.

Demitido após a descoberta do escândalo da compra de uma apartamento de R$ 6 milhões, em São Paulo, com dinheiro de consultorias milionárias para empresas, Palocci teria mantido sua influência no governo Dilma e os contatos com Lula.

Nova Mobilidade

Prefeitura vai usar carros de aplicativo para transportar servidores em Campo Grande

Contrato com o Banco do Brasil prevê corridas por aplicativo e táxi para viagens de trabalho; município estima economia de até 30% com manutenção da frota e combustível

05/11/2026 17h46

Prefeitura de Campo Grande vai adotar corridas por aplicativo e táxi para transportar servidores durante o expediente, com previsão de economia de 30% nos gastos com frota e combustível.

Prefeitura de Campo Grande vai adotar corridas por aplicativo e táxi para transportar servidores durante o expediente, com previsão de economia de 30% nos gastos com frota e combustível. Foto: Divulgação Prefeitura de Campo Grande

Continue Lendo...

Educação

Rede Estadual amplia vagas em 10% para 2027 em MS

Prazo começa na segunda-feira (9) e segue até 6 de janeiro; número é 20 mil superior às 200 mil vagas disponibilizadas para o ano letivo de 2026

05/11/2026 17h19

Rede Estadual amplia vagas em 10% para 2027 em MS

Rede Estadual amplia vagas em 10% para 2027 em MS Paulo Ribas

Continue Lendo...

NEWSLETTER

Fique sempre bem informado com as notícias mais importantes do MS, do Brasil e do mundo.

Fique Ligado

Para evitar que a nossa resposta seja recebida como SPAM, adicione endereço de

e-mail [email protected] na lista de remetentes confiáveis do seu e-mail (whitelist).