Em comício feito pouco depois de o FBI divulgar que sua nova investigação sobre Hillary Clinton não mudou a conclusão de que não há razões para processá-la, a candidata democrata preferiu não comentar o assunto diante dos eleitores de Cleveland (Ohio).
Nos 20 minutos de fala na noite deste domingo (6), Hillary manteve o foco na geração de empregos e na melhoria de vida da classe média -dois temas fundamentais no Estado, onde o índice de desemprego é de 4,8%, semelhante ao nacional, de 4,9%. Entre os negros -grupo que a campanha de Hillary mira na reta final no Estado-, a taxa chega a 11%.
No avião que a trazia para Ohio, contudo, sua equipe comemorou a notícia dada pelo diretor do FBI, James Comey, segundo os jornalistas que estavam a bordo.
"Estamos felizes de ver que ele [Comey] confirmou -e nós estávamos confiantes de que iria- a conclusão a que chegou em julho; estamos felizes que esse assunto tenha se resolvido", disse a diretora de comunicação de Hillary, Jennifer Palmieri, segundo o jornal "USA Today".
Em julho, a polícia federal americana havia concluído que Hillary não deveria ser indiciada pelo uso de uma conta pessoal de e-mail quando era secretária de Estado.
No discurso acompanhado pela Folha em Cleveland, Hillary deixou um pouco de lado as críticas a Trump -apenas as fez quando lembrou que ele representava uma escolha "sombria e divisiva" para o país-, para destacar suas propostas voltadas à classe média, como o aumento do salário mínimo.
"Eu realmente acredito em trabalho duro, foi como eu fui criada. Então acredito que todo mundo tem que trabalhar", disse, defendendo que todos tenham "um salário justo".