O funcionamento de Centros de Educação Infantil (Ceinfs) e Centros de Referência de Assistência Social (CRAS) em Campo Grande não deve ser normalizado amanhã (10). Funcionários terceirizados ainda aguardam pagamento do salário de outubro e, em alguns casos, o vale transporte, que está atrasado desde terça-feira (8).
As 4 mil pessoas que trabalham nessas unidades municipais por meio de contrato entre Prefeitura de Campo Grande e as instituições Seleta e Omep cruzaram os braços hoje. O que foi definido em assembleia é que elas só retornarão depois que o dinheiro estiver na conta. Os valores devidos variam entre R$ 880 e R$ 963.
A paralisação afetou 18 Ceinfs, que fecharam as portas hoje, e atrapalhou o funcionamento de outras 82 creches, de acordo com informações da entidade de classe. O Sindicato dos Empregados em Entidades Culturais, Recreativas, de Assistência Social, de Orientação e Formação Profissional no Estado de Mato Grosso do Sul (Senalba) divulgou que houve adesão de 90% dos funcionários.
Entre os afetados pelo atraso estão atendentes de berçário, educadores, cozinheiras, recreadoras e auxiliar de serviços diversos.
Por volta das 18h30, a Omep informou à Senalba que havia recebido repasse da prefeitura e efetuaria o pagamento atrasado. Contudo, os salários ainda não tinham sido transferidos aos trabalhadores. A Seleta ainda não divulgou quando deve fazer a quitação.
O pagamento precisa ser feito até o 5º dia útil e desde o segundo semestre de 2015 esse prazo não vem sendo respeitado. A situação piorou neste ano, segundo a Senalba.
TEMOR PELO FUTURO
A greve estourou hoje porque esses trabalhadores contratados pela Seleta e Omep entram de férias em dezembro, quando acontece a quitação do mês de novembro e o 13º. Como os Ceinfs não estarão funcionando, a única forma de cobrança direta dos trabalhadores, por meio de paralisação, será esvaziada.
A entidade de classe alertou que há risco de o pagamento do próximo mês sofrer atraso ainda maior do que de alguns dias.
A reportagem tentou contato com a Secretaria Municipal de Finanças, responsável pelo repasse às entidades Seleta e Omep, mas não conseguiu retorno. Tanto na Organização Mundial para Educação Pré-escolar (Omep) como na Sociedade Caritativa e Humanitária (Seleta) os telefones só chamaram.