Foragido da justiça catarinense, Jonathan Medeiro da Fonseca, de 27 anos, foi preso no último sábado, em Coronel Sapucaia - cidade de Mato Grosso do Sul que faz fronteira com o Paraguai. Ele é suspeito de integrar quadrilha que clona cartões de crédito, realiza compras na internet e causa prejuízo para os donos das contas. Prints de imagens com drogas, dinheiros e armas no celular serviram para identificar o falsário.
Equipe de investigadores chegou até a casa do suspeito depois de denúncia anônima, informando que na residência haviam produtos comprados com notas fiscais em nome de outras pessoas, supostamente vítimas do golpe.
No local, ele entregou a Carteira Nacional de Habilitação (CNH) e se apresentou como Fábio Júlio Medeiro da Fonseca. Sobre a nota fiscal no valor de R$ 5,5 mil, “Fábio” disse que um amigo de Santa Catarina havia feito compras na web e encaminhado os produtos para a cidade. Ele foi encaminhado para a delegacia pra prestar esclarecimentos.
FARSA DESCOBERTA
À polícia, o homem disse que poderia provar a existência de tal amigo, residente no estado catarinense, através de mensagens no WhatsApp. No aparelho celular, além das conversas, foram encontradas fotos com imagens de prints com entorpecentes, dinheiro e armas.
Ele foi preso e os policiais começaram a desconfiar da habilitação apresentada na identificação.
Nas redes sociais, “Fábio” estava cadastrado como Jonas Medeiros, onde depois de apurado pelos investigadores, foi descoberto que, na verdade, Fábio Júlio, era Jonathan. Suspeito que estava com mandado de prisão em aberto em SC.
GOLPE
Nos áudios arquivados no celular do rapaz, foi descoberto que ele tem outros comparsas em Estados diferentes que fazem parte do esquema de estelionato.
Ainda conforme a polícia, a quadrilha desvia cartões de crédito e senha de terceiros e, depois, realiza várias compras na internet. Os produtos adquiridos em sites de venda, são encaminhados a outras cidades, como no caso da prisão em Coronel Sapucaia.
Em seu perfil no Facebook, foram identificados vários vídeos de plantação de maconha, fotos de como eram comercializadas, além de automóveis que eram usados como moeda de troca.
Ele responderá pelos crimes de falsidade ideológica, estelionato e tráfico de drogas e relacionado a colaborar como informante, com grupo, organização ou associação destinados a prática criminosa.