Terminou sem interessados o segundo leilão eletrônico do antigo centro de distribuição da Bigolin, realizado na última sexta-feira.
No primeiro certame, realizado no dia 4 deste mês, o imóvel, que fica situado em uma área de dois hectares na BR-163 (anel rodoviário de Campo Grande), foi ofertado pelo valor de avaliação, de R$ 15,5 milhões; no segundo leilão, por 80% do preço (R$ 12,4 milhões), novamente não houve lances.
O certame foi autorizado pela Vara de Falências, Recuperações, Insolvências e Cartas Precatórias Cíveis para ajudar no processo de recuperação judicial do grupo, um dos mais tradicionais no segmento da construção civil de Mato Grosso do Sul. Com o valor resultante da venda do ativo, a Bigolin esperava receber injeção de capital externo e cumprir com os débitos judiciais para se fortalecer e manter espaço no mercado.
De acordo com informações do corpo jurídico do grupo, a dívida da Bigolin está acumulada em R$ 59 milhões.
Na época em que o pedido de recuperação judicial foi ajuizado pelo grupo na Vara de Falências e Recuperações, o montante da dívida estava em R$ 54,7 milhões, aproximadamente.