O procurador da Câmara de Campo Grande e ex-secretário de finanças da Capital, André Luiz Scaff, foi libertado da prisão hoje. Recurso impetrado pela defesa do servidor público municipal foi acolhido pela 1ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul (TJMS).
O advogado José Vanderlei Alves confirmou o alvará de soltura e informou que Scaff saiu de cela especial no Comando da Polícia Militar, que fica no Parque dos Poderes, na Capital.
Scaff chegou a ser preso em 20 de setembro e foi liberado no dia seguinte. Voltou a ser detido em 8 de outubro e permaneceu recolhido no Presídio de Trânsito de Campo Grande até dia 9 de novembro. A Ordem dos Advogados do Brasil, subseção de Mato Grosso do Sul (OAB-MS), recorreu ao Superior Tribunal de Justiça (STJ) e obteve autorização para transferi-lo para cela especial, prerrogativa dada a advogados.
O Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaceco) investiga André Scaff por suposto envolvimento em esquema de corrupção ativa e passiva, lavagem de dinheiro, associação criminosa e falsidade documental no âmbito da Operação Midas, que está em sua segunda fase.
O processo, que tramita na 3ª Vara Criminal de Campo Grande, está em segredo de justiça e apura crimes de organização criminosa. "Não posso dar mais detalhes porque essa ação segue em segredo de justiça", ponderou o defensor José Vanderlei Alves.
Investigação do Ministério Público Estadual apontou que o servidor tem 96 imóveis e o patrimônio não seria compatível com a renda dele. O salário do procurador na Câmara estaria na faixa dos R$ 30,5 mil, com benefícios. O vencimento base para o cargo que ele ocupa, conforme site da Casa, varia de R$ 2.275,76 a R$ 3.995,90.
OPERAÇÃO MIDAS
Em setembro, Scaff e a esposa dele, Karina Scaff, foram presos durante operação Midas 2, do Gaeco, mas, acabaram soltos no dia seguinte em razão de habeas corpus concedido pela Justiça.
Ação foi desdobramento de operação realizada em maio deste ano, quando Scaff também foi preso por estar com munições em casa no momento da busca e apreensão.
"Objetivo é a apuração da prática dos crimes de corrupção ativa e passiva, lavagem de dinheiro, associação criminosa e falsidade documental", informou o Gaeco em setembro.