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Erro faz nº de celular funcionar em duas operadoras diferentes

Erro faz nº de celular funcionar <br> em duas operadoras diferentes

Redação

28/11/2016 - 07h55
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Um erro de empresas de telefonia fez um cliente ter o mesmo número de celular que funcionasse em duas operadoras, Vivo e Claro, as duas maiores empresas do segmento no Brasil. A falha permite que dois celulares diferentes recebam ao mesmo tempo ligações desse número, conforme presenciado pela reportagem do G1. Só que o consumidor, que só queria deixar de ser cliente de uma empresa para passar a ser de outra, agora terá de arcar com duas contas de companhias diferentes mas referentes ao mesmo número.

"Quando alguém liga, às vezes toca no [número da] Vivo, às vezes toca no Claro, às vezes toca nos dois ao mesmo tempo", conta Bruno Ribeiro, bacharel em direito de 29 anos, que mora em Lambari (MG), e é o dono da linha telefônica problemática.

A Associação Brasileira de Recursos em Telecomunicações (ABR Telecom), que transfere linhas entre operadoras, diz que a portabilidade foi realizada com sucesso. E que é a empresa de onde Ribeiro saiu, no caso a Vivo, que deve desligar o número. A Claro diz não ter identificado irregularidades.

Apesar de não constatar problemas quando foi contatada por Ribeiro, a Vivo reconheceu que o erro foi dela, após ser procurada pelo G1. Afirmou, no entanto, ser uma falha isolada e não sistêmica. Prometeu ainda colocar um ponto final na questão sem "ônus". “Em relação à desativação do serviço, a empresa informa que este é um caso pontual e que está tomando as providências para regularizar a situação no menor prazo possível, sem ônus para o cliente.” Até a publicação deste texto, no entanto, o número ainda estava duplicado.

Número duplicado

Ribeiro conta que o imbróglio começou em 29 de outubro, quando ligou para o call center da Vivo com a intenção de reclamar da falta de cobertura da internet. Após discutir com um atendente, diz ter o plano pós-pago transformado em pré-pago, sem sua anuência. Segundo a Vivo, em resposta à reportagem, “não há registro de migração para um plano pré-pago”.

Insatisfeito com a situação, Ribeiro resolveu migrar o celular para a Claro. Segundo a ABR Telecom, responsável pela portabilidade numérica, a linha passou a fazer parte da rede da operadora às 8h01 de 9 de novembro deste ano.

Dias depois, antes de jogar fora o chip da Vivo antigo, Ribeiro resolveu testá-lo em outro celular. Descobriu que o número, agora integrado como pós-pago à rede da Claro, ainda podia ser usado como se fosse da Vivo. Para piorar, Ribeiro consultou sua situação cadastral junto à Vivo e constatou que voltara a ter uma conta pós-paga da operadora. Ou seja, em dezembro, terá de arcar com duas faturas do mesmo número de celular.

Portabilidade

Ribeiro tentou, sem sucesso, resolver o problema. Foram 23 ligações ao call center da Vivo. “Quando eu ligo na Vivo, recebo os protocolos nos dois celulares”, ri da situação. Depois disso, ainda acionou a Vivo nesta quinta-feira (24) pelo portal do governo federal voltado a conflitos de consumo. A empresa informou que a portabilidade fora concluída e o número já não estava em suas bases.

Não foi isso o que ocorreu com Ribeiro por, pelo menos, 20 dias. Segundo a ABR Telecom, as transferências numéricas são efetivadas em até três dias úteis. A possibilidade de migrar um número telefônico de uma operadora para outra no Brasil completou oito anos em outubro deste ano. Nesse período, foram alvo de portabilidade 33,5 milhões de linhas, das quais 12,41 milhões de telefones fixos e 21,4 milhões de celulares.

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