Os servidores municipais de Campo Grande ficaram sem reajuste salarial neste ano porque o Colégio Especial do Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul (TJMS) adiou a votação sobre processo que trata do assunto para 1º de fevereiro de 2017.
Na pauta de hoje estava prevista a discussão, mas o desembargador Dorival Moreira dos Santos, que pediu vistas, e o relator da ação, Dorival Renato Pavan, estão de férias. A informação consta em certidão de julgamento. "Adiado para a sessão do dia 01.02.2017 em face das férias do detentor do pedido de vista (Des. Dorival Moreira dos Santos) e do Relator."
Queda de braço entre Prefeitura de Campo Grande e a Câmara de Vereadores gerou a judicialização do aumento salarial em agosto. Os desencontros para atrasar o reajuste começaram ainda na apresentação do projeto de lei.
O governo municipal chegou a apresentar proposta de reajuste de 9,57%, mas os vereadores rejeitaram dentro do prazo que ainda era permitido oferecer esse índice, de acordo com lei eleitoral. Um segundo projeto deu entrada na Casa de Leis oferecendo 3,31%, mas desta vez houve emenda que voltou o aumento para 9,57%, este aprovado.
O prefeito Alcides Bernal (PP) chegou a vetar a proposta, mas a Câmara promulgou a lei e o caso terminou na Justiça Estadual.
Enquanto isso, os professores da rede municipal, que têm regime diferenciado, ficaram com o reajuste de 2,79% neste ano.