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Julgamento de Elize Matsunaga entra no 4º dia e pode se estender até domingo

Julgamento de Elize Matsunaga entra no <br> 4º dia e pode se estender até domingo

Redação

01/12/2016 - 09h20
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O julgamento de Elize Matsunaga, acusada de matar e esquartejar o marido Marcos Kitano Matsunaga em maio de 2012 entra nesta quinta-feira em seu quarto dia no Fórum Criminal da Barra Funda, na Zona Oeste de São Paulo, e pode se estender até domingo (4). A expectativa inicial de acusação e defesa era que o julgamento terminasse na sexta-feira (2), mas diante do ritmo dos depoimentos, o júri deve seguir pelo fim de semana.

Desde o início do júri, na segunda-feira (28), defesa e acusação ouvirem em média três a quatro testemunhas por dia. Dez testemunhas já foram ouvidas: duas babás, um detetive, um delegado, o irmão e uma prima da vítima, um funcionário da empresa Yoki, um investigador e dois peritos criminais.

Ainda faltam ser ouvidas 9 testemunhas, entre eles dois médicos legistas, outros peritos que analisaram o local do crime e o corpo esquartejado de Marcos, uma tia de Elize, uma empregada do casal e dois advogados. Também falta Elize ser interrogada. Ela tem o direito de não responder às perguntas, se preferir.

Elize é ré confessa do crime. O julgamento vai definir o tempo de pena que ela deverá cumprir. Ela responde por homicídio triplamente qualificado: motivo torpe, crueldade e sem chances de defesa, o que pode agravar a pena. Ela também responde por destruição e ocultação de cadáver.

Nesta quinta-feira deverão ser ouvidos o médico legista Carlos Alberto de Souza Coelho, que deve explicar laudo do legista Ruggero Bernardo Felice Giudugli, que mostrou que o tiro que acertou a cabeça de Marcos foi dado a uma distância de mais de 40 centímetros. Ex-diretor do IML, ele participou da autópsia de Maria do Carmo, esquartejada pelo médico Farah Jorge Farah e realizou a exumação dos restos mortais de Frei Galvão. Ele foi arrolado como testemunha de acusação. Também deverão começar a serem ouvidas as testemunhas de defesa de Elize Matsunaga.

Nesta quarta-feira (30), fotografias da cabeça do empresário Marcos Kitano Matsunaga e depoimentos de peritos marcaram o terceiro dia de júri de Elize Matsunaga. As imagens da cabeça em processo de decomposição foram apresentadas durante os depoimentos do médico-legista e perito do Instituto Médico Legal (IML) Jorge Oliveira e do perito Ricardo Salada.

Oliveira disse que Marcos foi degolado vivo e que respirava quando teve o pescoço cortado. "O sangue coagulado significa uma lesão em vivo", explicou. Quando a fotografia do corpo da vítima foi apresentada no telão, Elize cobriu o rosto e evitou olhar para a imagem.

Ainda de acordo com o perito, o empresário morreu por aspirar o sangue da degola, e não pelo tiro. O legista defendeu que Elize cortou primeiro a cabeça, depois braços, abdômen e joelho. A ordem sugerida pelo médico é diferente da apresentada pela ré no processo. Ela afirma que a cabeça foi a última parte e que ele já estava morto quando foi esquartejado.

Fotos da cabeça de Marcos voltaram a ser apresentadas durante o depoimento do perito Ricardo Salada, que participou da reconstituição do crime. Mais uma vez, Elize se curvou e chorou.

Um vídeo da simulação do assassinato foi apresentado. Nele, Elize afirma que Marcos parecia estar com ódio. O perito afirmou que o tiro que atingiu Marcos foi de curta distância (entre 20 cm e 25 cm) e que Elize não teria conhecimento técnico para fazer os cortes dos membros inferiores.

Mais cedo, o policial Fábio Luis Ribeiro, do Departamento de Homicídio e Proteção à Pessoa (DHPP), também depôs e disse que Elize não reagiu à prisão. Ribeiro investigou o caso à época do crime. Cecília Nishioka, uma prima da vítima, também prestou depoimento nesta manhã, e afirmou que o casal parecia apaixonado e tinha uma relação de união. Cecília, que era amiga do casal, disse que só soube da traição de Marcos, o que Elize apontou como o motivo para o assassinato do marido, depois que o primo estava desaparecido.

A mulher pediu que Elize fosse retirada da sala durante o seu depoimento e acrescentou que tem medo da ré, que ela classificou de "manipuladora". Segundo a testemunha, Elize falou sobre dinheiro com a sogra logo após saber da morte de Marcos e chegou a perguntar como ficariam as contas do marido.

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