Cidades

MORENINHAS

Prefeitura sabia da situação de maternidade interditada e não fez nada, diz vereador

Secretaria de Saúde cogita interdição total e reforma no local

Redação

02/12/2016 - 17h15

Diante da notícia da interdição do setor cirúrgico do Hospital da Mulher Honória Martins Pereira, na Maternidade das Moreninhas, na tarde de ontem, vereador Chiquinho Telles (PSD) alegou que o prefeito de Campo Grande, Alcides Bernal (PP), sabia das más condições com que a unidade de saúde funcionava.

Conforme o parlamentar, os avisos e as reclamações com relação às condições de trabalho na maternidade eram reportadas constantemente ao chefe do Executivo. Durante a sessão de hoje na Câmara Municipal, Chiquinho falou que tanto o prefeito quanto o secretário Ivandro Fonseca, titular da Secretaria de Saúde do Município (Sesau), sabiam do que estava ocorrendo no local, desde abril.

Para o vereador, os transtornos poderiam ser evitados. “São trabalhadores que moram na região e acabam transferidos para outros lugares, são mulheres que tem ali o único local de confiança para acompanharem a gestação e muitas vezes não tem o vale transporte para se deslocar até o centro e receber atendimento. Daí, pode falar que é pouco dinheiro para pegar ônibus, mas para muitas famílias, não é não, é difícil, fica na dependência de vizinho”, pontuou.

Ainda sem previsão de data, a unidade deve ser totalmente interditada para receber reforma. Pacientes serão distribuídos na Unidade de Pronto Atendimento (UPA) das Moreninhas e hospitais.  

INTERDIÇÃO

Na tarde de ontem, o Portal Correio do Estado apurou que, conforme a Sesau, será sugerido o fechamento completo da unidade, com a transferência dos pacientes e o remanejamento dos funcionários para outras unidades. 

Na visão da secretaria municipal de saúde, o procedimento mais viável é o fechamento do local, até para eventual reforma.

Inaugurado em março de 2000, com capacidade para 12 leitos, unidade teve contrato de convênio com empresa particular que prestava serviço de lavagem de roupas encerrado neste mês.

Desde então, acúmulo de roupas nas salas causou forte cheiro, que exalou pela maternidade, tornando o ambiente insuportável para quem procurava atendimento e para os funcionários.

Denúncia feita pelo vereador Chiquinho Telles (PSD) apontou que maternidade tem aparelho de sorografia que não é usado pelos médicos por falta de papel, além da estrutura precária da unidade.  

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