A Polícia Civil encontrou, na noite desta segunda-feira (05), a ossada de mais uma vítima de Luiz Alves Martins Filho, o Nando, 49, responsável por chefiar grupo envolvido em esquema de tráfico de drogas e exploração sexual de adolescentes.
Já é a oitava vítima encontrada de um total de 13 que teriam sido executadas pelo grupo de extermínio, que atuava na região do Bairro Danúbio Azul.
A polícia ainda não tem a identificação dos restos encontrados.
INDICIAMENTO
A Delegacia Especializada de Atendimento à Infância e à Juventude (Deaij) indiciou 17 pessoas por envolvimento com esquema de tráfico de drogas e exploração sexual de menores.
Além de Nando, foram indiciados: Ariane de Souza Gonçalves, 19; Talita Regina de Souza, 21;, Wagner Vieira Garcia , 24;, Jean Marlon Dias Domingues, 20;, Michel Henrique Vilela Vieira, 21; Andréia Conceição Pereira, Diego Vieira Martins, Rudy Pereira da Silva, Jeová Ferreira Lima, Jeová Ferreira Lima Filho, a mãe e o irmão de Wagner, bem como outras quatro pessoas que não tiveram os nomes divulgados. Rudy responde apenas por maus-tratos a animais, pois na casa dele havia cerca de 70 galos de rinha.
Entre eles, 11 respondem em liberdade. Continuam presos Nando, Ariane, Talita, Wagner, Jean e Michel, apontados como autores diretos de 13 homicídios ocorridos no bairro desde 2012.
Segundo o delegado Márcio Shiro Obara, titular da Delegacia Especializada de Repressão a Homicídios (DEH), ainda não é descartada a hipótese de mais homicídios e de mais vítimas.
ESQUEMA
Nando coordenava esquema de tráfico de drogas que fomentava o consumo e outros delitos correlatos no bairro. Ele abusava de adolescentes que faziam qualquer coisa para alimentar o vício. Por isso, os convidava para orgias sexuais e trocas de casais com Ariane a Talita, assim como com Jean e Wagner, sendo estes amantes homossexuais de Nando. Eventualmente, tais usuários cometiam pequenos furtos, fazendo com que Nando decidisse matá-los.
As mulheres atraíam as vítimas até o local no Jardim Veraneio, e elas iam sem hesitar, pois já estavam condicionadas aos encontros. Porém, quando chegavam lá, era mortas. O padrão adotado por ele e passado para os comparsas se baseava no homicídio por enforcamento com corda ou estrangulamento com as mãos, pois não gostava de ver sangue. Em seguida, enterrava os corpos de cabeça para baixo, pois desta maneira facilitava a escavação das covas.
(Colaborou Renan Nucci)