“Nós é que somos fantasmas”, afirmou Waderson Gonçalves da Silva, 32 anos, em referência à sua “invisibilidade social” e à condição de parte de servidores da Seleta Sociedade Caritativa e Humanitária (Seleta) e a Organização Mundial para Educação Pré-Escolar (Omep). Os acontecimentos decorrentes da suspensão dos contratos entre a Prefeitura de Campo Grande e as duas entidades agravaram problemas sociais nas ruas da Capital em momento que o próprio órgão da prefeitura, responsável pela assistência social, está precarizado, com pessoal reduzido.
Com o encerramento das atividades dos centros de Triagem e Encaminhamento do Migrante (Cetremi) e Especializado para a População de Rua (Centro Pop), no final desta semana, aproximadamente 130 homens e mulheres - pessoas em situação de rua, migrantes e usuários de drogas - estão espalhados por diferentes pontos da cidade. O número de pessoas na antiga estação rodoviária triplicou conforme apurou o Correio do Estado, passando da média de 40 para 120. Os “despejados” do Cetremi e Centro Pop também se abrigam sob o viaduto da entrada do Bairro Maria Aparecida Pedrossian - na BR-262, saída para Três Lagoas, entre outros lugares.
(*) A reportagem completa está na edição de hoje do jornal Correio do Estado.