Vereadores, prefeito e secretários municipais terão salários congelados nos próximos quatro anos em Campo Grande. Consenso entre eleitos e reeleitos rejeitou, em votação que durou menos de 30 minutos, reajuste de 26,3% aprovado há dois anos.
Abaixo-assinado criado na internet pedia congelamento dos salários e nesta manhã, mais de 8 mil pessoas já tinham apoiado a ideia.
João Rocha (PSDB), presidente da Casa de Leis, ressaltou que convocar sessão extraordinária hoje foi estratégia para evitar impasses de última hora, depois de acordo firmado ontem.
Foram mantidos, depois de votação em plenário, os vencimentos atuais pagos aos vereadores (R$ 15.031,76), prefeito (R$ 20.412,42), vice-prefeito (R$ 15.308,66) e secretários (R$ 11.619,70). Os valores serão válidos para os próximos quatro anos e nova definição está prevista para 2018.
Recuo proposto pela Mesa Diretora considerou cenário de crise econômica, ao abrir mão de reajuste de 26,3% aprovado há dois anos. Houve pedido formal do prefeito eleito Marcos Trad (PSD) diante de impacto de R$ 32 milhões ao ano na folha de pagamento.
Constitucionalmente, vereadores podem receber até 75% da remuneração de deputados do Estado de Mato Grosso do Sul. A Câmara Municipal define ainda fixação das verbas indenizatórias.