Caminhar soa como um passeio prazeroso, mas é tarefa árdua em diversas regiões de Campo Grande, e, o que deveria ser uma maneira simples de cuidar da saúde acaba por colocá-la em risco. Por falta de fiscalização, combinada com desobediência e desconhecimento dos proprietários de imóveis, as calçadas em bairros da Capital apresentam série de irregularidades, desde rampas íngremes, quedas e até árvores obstruindo a passagem, que forçam pedestres à pista dedicada aos carros e ignoram as normas de acessibilidade.
De acordo com a lei municipal nº. 2.909, de 28 de julho de 1992, o proprietário da residência é responsável pela construção do passeio em frente a seu lote e por mantê-lo em perfeito estado de conservação. Já segundo a lei municipal nº. 3.670, de 29 de outubro de 1999, as calçadas devem ser construídas de maneira contínua, revestidas de material antiderrapante e sem degraus ou obstáculos que prejudiquem a circulação das pessoas.
Apesar das normas, a fiscalização defasada despreza situações como dos passeios públicos na Vila Planalto, região central de Campo Grande. Por ser um bairro alto, com ladeiras, existe a necessidade de nivelar o terreno das casas, mas a calçada é deixada de lado e resulta em uma porção de rampas íngremes seguidas de quedas de nível, capazes de causar acidentes graves.
(*) A reportagem completa está na edição de hoje do jornal Correio do Estado.