O ano de 2016 chegou ao fim e, na visão da maioria dos campo-grandenses, “não foi dos melhores”. As reclamações dos moradores da Capital vão desde a demora no atendimento nos postos de saúde até buracos no asfalto. Mesmo assim, o sentimento é de esperança com o ano que se inicia.
À reportagem do Portal Correio do Estado, a dona de casa Francileide Dias Medida, de 40 anos, declarou que o prefeito “deixou a desejar”, apontando para o asfalto. “É uma buraqueira!”. Mas ponderou ter sido beneficiada pelo projeto “Fila Zero” em que conseguiu marcar consulta e ser atendida no mesmo dia em um dos postos de saúde da Capital.
Também dona de casa, Hilária V. do Prado, 71, reclamou da insegurança e sugeriu a religião como alternativa para melhorar a vida da população. “Esse ano foi péssimo em tudo! Muita droga, muito roubo, acidente de trânsito”.
Opinião semelhante é a dos estudantes Myrella Stragevitch, 24, e José Petronilio, 21. Ela lamentou ainda a falta de enfeites e iluminação de Natal no centro da cidade.
Thayna Fernandes, 19, e o marido dela, Eleomar Lemes de Mello, 28, se queixaram de não terem sido sorteados para receberem casas populares neste ano. Eles moravam na favela Cidade de Deus, foram retirados do local, e agora vivem nos fundos de outra casa.
ANO NOVO
Contrariando os balanços pessimistas, Malvina Suzana Matte, 70, e o marido Edmundo Veríssimo, 71, consideram 2016 um “bom ano”, especialmente porque os dois estão prestes a se formar em Direito. “Tive muitas alegrias”, disse ela.
A dona de casa Nair Soares de Oliveira, 53, afirmou ter vivido momentos difíceis neste ano, mas ressaltou que “a gente tem que esperar melhorar sempre”, finaliza.