Prestes a completar um mês de interdição do aterro de entulho, localizado no Bairro Noroeste, às margens do anel viário da BR-163, as centenas de caçambas espalhadas pelas ruas de Campo Grande se transformam em lixos, já que na cidade não existe lugar regularizado no quesito ambiental para o despejo destes materiais.
Conforme apurado na semana passada, são mais de 20 mil toneladas de entulhos acumulados e que não puderam ser despejados no aterro.
O empresário Francisco Pita está descarregando em local onde outra pessoa utiliza o material para cascalhamento de estrada vicinal, por exemplo. "Deixo num lugar onde a pessoa carrega para cascalhar estrada de fazenda", comentou. De acordo com Pita, a locação de caçambas reduziu mais da metade depois que o aterro foi interditado. "As pessoas falam que vão esperar o aterro abrir".
Para o vice-presidente da Associação das Caçambas de Campo Grande, Carlos Yoshimitu Ujiie, o agravante do problema é que, ao serem descarregados em lugares clandestinos, o lixo não é selecionado, já que as pessoas acabam jogando qualquer tipo de lixo nas caçambas.
"Ao todo, cerca de 500 caçambas deixaram de ser descarregadas, por dia. As pessoas despejam e não fazem a triagem do lixo", enfatiza o vice-presidente ao ressaltar que, desde a manhã de hoje, tenta contato com a nova gestão municipal a fim de reaver a abertura ou a regularização ambiental do aterro para que os resíduos voltem a ser descarregados no local.
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