Casos de violência verbal, física e psicológica são comuns no dia a dia das escolas municipais e estaduais de Mato Grosso do Sul. Em Campo Grande, situações extremas aconteceram ao longo deste ano, como uso e porte de drogas dentro das unidades ou próximo a elas, alunos que atearam fogo em sala de aula, professor que teve o braço quebrado por um estudante, além de depredações nas dependências das escolas e até aos veículos dos funcionários administrativos e professores.
Pesquisa realizada pela Faculdade Latino-Americana de Ciências Sociais (Flacso), em parceria com o Ministério da Educação (MEC) e a Organização dos Estados Interamericanos (OEI) - divulgada em março deste ano - apontou 42% dos alunos da rede pública sofreram algum tipo de violência no ambiente escolar no ano passado.
Os dados fazem parte da primeira edição da pesquisa que, entre janeiro e novembro de 2015, ouviu 6.709 estudantes, de 12 a 29 anos - jovens entre o 6º ano e o Ensino Médio. Quatro em cada dez estudantes afirmam já terem sofrido violência física ou verbal dentro da escola no último ano. Em 65% dos casos, o agressor foi um colega, mas professores aparecem como autores em 15% dos relatos. A discriminação social, racial ou por orientação sexual também é uma realidade no ambiente escolar, quase um terço dos estudantes sofreu esse tipo de agressão.
(*) A reportagem completa está na edição de hoje do jornal Correio do Estado.