A Prefeitura de Campo Grande tem uma semana para apresentar medidas que reduzam os problemas de abandono de parques e praças, evitando, assim, o fechamento desses locais. Esse intervalo de tempo (precisamente dia 10) foi negociado com o Ministério Público Estadual (MPE) por Marcos Trad ainda na condição de prefeito eleito - o prazo anterior era dia 1º deste mês. Enquanto a situação não é resolvida, os parques e praças do município apresentam precariedades diversas conforme verificou a reportagem do Correio do Estado.
O problema, decorrente do abandono, intensificou-se nos últimos anos. No início de 2016, o Parque Ayrton Senna, no Bairro Aero Rancho, chegou a ser fechado três vezes, duas delas por falha no sistema de segurança e outra por falta de higiene e dano ambiental.
Para que o Ayrton Senna e demais parques da cidade atendam às necessidades da população, o MPE fez várias exigência ao município, dentre elas as seguintes: licenças ambientais, expedidas pela Secretaria Municipal de Meio Ambiente e Desenvolvimento Urbano (Semadur); licença sanitária, de responsabilidade da Secretaria Municipal de Saúde (Sesau); laudo técnico, expedido pela Secretaria Municipal de Infraestrutura, Transporte e Habitação (Seintrha); e certificado de vistoria do Sistema de Prevenção Contra Incêndio e Pânico, expedido pelo Corpo de Bombeiros.
Essas exigências ainda não foram cumpridas e as praças e parques estão precários. Exemplos de abandono, entre outros pontos, são as praças dos bairros Parati (com o mesmo nome), Moreninhas (Jacques da Luz) e Jardim Vila Nova II (Tarsila do Amaral). O Correio do Estado esteve nesses locais e verificou vários problemas: mato alto, falta de iluminação, sujeira, depredação, entre outros.