Sem atender casos de baixa complexidade, Pronto Atendimento Médico do Hospital Regional, que estava superlotado, "desafogou". Hoje, unidade informou que atenderá apenas pacientes com encaminhamento ou casos graves.
Diretor-presidente do hospital, Justiniano Barbosa Vavas, informou que PAM tem 77 leitos e atendia, em média, 130 pacientes por dia, podendo chegar a 150 em casos extremos, sendo 70% de demanda espontânea. Ou seja, de pacientes que procuram diretamente o hospital para atendimento médico.
No começo do mês passado, serviços do PAM foram suspensos temporariamente por conta da superlotação no setor. Pacientes foram orientados a procurar primeiramente um posto de saúde antes de ir até o hospital.
Médica coordenadora do PAM, Marielle Correa, disse que trabalho de orientação aos pacientes estava sendo feito há três meses e hospital já notou redução nos atendimentos ambulatoriais.
Hoje de manhã, haviam 83 pacientes nos 77 leitos do hospital, o que representa queda comparado aos 130 atendimentos diários anteriores. Do total, 50% dos pacientes ainda são de demanda espontânea.
No hospital, há faixas e cartazes afixados informando sobre a suspensão dos atendimentos de baixa complexidade. Conforme o diretor-presidente, os próprios guardas do local orientam os pacientes que chegam a procurar um posto de saúde em casos de baixa complexidade.
Orientação para os pacientes que não apresentarem quadro grave de saúde é ir até as Unidades de Pronto Atendimento (UPA) Leblon, Coophavila e Aero Rancho.
Vavas ressaltou que não serão recusados pacientes que apresentarem casos graves de saúde ou que forem encaminhados até o hospital pelo Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu). Caso o problema seja considerado leve, ele não será atendido.
“A gente precisa que as pessoas entendam que isso é um hospital”, disse o diretor-presidente.
Ao todo, 160 profissionais, entre médicos e enfermeiros, trabalham no PAM do Hospital Regional.