Suspenso desde o início deste mês, o atendimento a pacientes de baixa complexidade no Pronto Atendimento Médico (PAM) do Hospital Regional motivou denúncias de enfermeiros e técnicos que até ontem (5) eram usados para negar atendimento a pacientes. Segundo o Conselho Regional de Enfermagem de Mato Grosso do Sul (Coren-MS), a situação pode representar omissão de socorro por parte dos profissionais.
Desde dezembro, o PAM estava superlotado e chegou a suspender atendimentos em alguns dias. Na terça-feira (3) a direção do hospital informou que só atenderia pacientes com encaminhamento de outras unidades de saúde ou casos graves, usando a enfermagem para dispensar os pacientes sem avaliação de médico.
Além de faixa colocada na entrada da recepção do pronto atendimento, sala foi preparada para que profissional da enfermagem fizesse uma espécie de triagem para avaliar a situação do paciente. O que revoltou profissionais é que nenhum documento com os dados da pessoa ou do quadro de saúde era preenchido.
Denúncias foram feitas ao conselho que representa a enfermagem e ontem técnicos do Coren foram até a unidade, constataram a irregularidade e se reuniram com a direção do Hospital Regional.
Segundo o conselho, o profissional não tem autonomia técnica ou competência para liberar ou recusar paciente, isso deve, em tese, ser feito pelo médico. Dessa forma, para o Coren, os enfermeiros e técnicos estavam praticando omissão ao negar atendimento para pacientes sem encaminhamento ou com quadro de saúde menos grave.
O temor dos profissionais era que enfermeiros fossem responsabilizados por piora no estado de saúde de pacientes que não tivessem sido atendidos no HR. Na reunião, o conselho se posicionou contra a medida da direção do hospital, mas não houve definição do que seria feito em relação ao procolo de atendimento.
A reportagem apurou nesta sexta-feira que médico acompanha a avaliação do quadro de saúde de pacientes que procuram o PAM, mas enfermeiros continuam na sala destinada ao trabalho.