A implantação da coleta seletiva em 100% de Campo Grande está em atraso há um ano e cinco meses. Isso porque, segundo contrato de concessão entre a prefeitura e o consórcio Solurb, a partir do momento em que a Unidade de Triagem de Resíduos (UTR), responsável pela seleção de material reciclável, entrasse em operação, toda a cidade já deveria contar com o serviço. Atualmente, apenas 46% mantêm esse tipo de coleta, conforme dados de abril do ano passado, última vez que foi ampliada.
De acordo com a defensora pública Olga De Marco, que acompanha a situação dos catadores de materiais recicláveis que atuavam no antigo lixão, o marco contratual previa que somente com a coleta seletiva presente em toda a Capital é que a UTR poderia entrar em operação. “Mas isso não aconteceu”, pontuou, ao afirmar que a produção de material passível de reciclagem ainda é baixa. “Não é suficiente para empregar os atadores na UTR”.
Por conta disso, seria mais que urgente que o serviço fosse ampliado e também que a população aderisse maciçamente. Uma das formas de isso acontecer, conforme moradores de bairros atendidos, seria que a própria concessionária incentivasse a separação de forma mais incisiva, ou que as pessoas se conscientizassem.
Reportagem de Lucia Morel está na edição de hoje do Correio do Estado.