Com diversos problemas estruturais ao longo de aproximadamente 17 quilômetros de extensão, a Avenida Ernesto Geisel liga regiões importantes de Campo Grande, mas a falta de proteção nas laterais próximas ao rio, buracos, desnível na pavimentação, precariedade na sinalização horizontal e vertical, não são as únicas situações que atingem a via. A maior preocupação de especialistas ouvidos pelo Correio do Estado, além de autoridades de segurança, moradores e pessoas que utilizam a avenida, são os problemas ocultos, como a ameaça de desmoronamento das pistas.
A Defesa Civil alerta que o risco de desabamento é real e pode acontecer ao longo da via, no trecho mais crítico onde o rio corre no leito “natural” sem as paredes de pedras nas lateriais. “O muro de contenção com as pedras, ou o concreto onde ele existe, faz uma proteção da via. Já aonde não tem o paredão, onde é terra, é uma caixinha de surpresas. O rio está sobrecarregado, pode desabar a pista, desmoronar sim”, afirmou o chefe da unidade operacional da Defesa Civil, Walmir Barbosa Lim a.
A situação é mais crítica entre as avenidas Manoel da Costa Lima e Salgado Filho, no sentido do Bairro Aero Rancho ao centro da Capital, onde são pelo menos cinco pontos de alto risco, de acordo com a Defesa Civil Municipal. “Monitoramos a avenida e o problema se agravou há dez anos. A empresa que venceu a licitação para resolver as questões da via se recusou a terminar o serviço após uma máquina ser levada pela água em uma dessas chuvas que conhecemos bem por aqui”, relatou Lima.
Reportagem de Natália Yahn está na edição de hoje do Correio do Estado.