Cidades

Campo Grande

Justiça determina obras emergenciais na Ernesto Geisel em até 90 dias

Defesa Civil avalia que avenida tem riscos de desmoronamento

Redação

10/01/2017 - 09h15

A Justiça determinou que a prefeitura de Campo Grande faça com urgência, no prazo de 90 dias, reparos na Avenida Ernesto Geisel para conter a erosão que ameaça a via e pode até causar desmoronamento, segundo análise da Defesa Civil. Ontem, a situação da avenida foi assunto de reportagem do Correio do Estado.

A decisão do juiz Marcelo Ivo de Oliveira, da 1ª Vara de Direitos Difusos, Coletivos e Individuais Homogêneos, atende a pedido do Ministério Público Estadual que consta em ação civil protocolada em novembro do ano passado.

A promotoria pede que obras sejam feitas nos trechos mais críticos porque as erosões causam destruição da vegetação, assoreiam o Rio Anhanduí, contribuem para alagamentos e já afetam o asfalto da avenida.

“O que envolve a segurança daqueles que circulam pelo local, ainda mais por se tratar de uma avenida de grande fluxo de carros e pedestres”.

Os trechos 1, 2 e 3, que ficam próximos a um shopping, segundo o juiz, devem começar a receber as obras da prefeitura em no máximo 90 dias. “Mediante a estabilização do talude com gabião nos pontos, escavação para remoção do sedimento que está depositado no leito do córrego, bem como proceder à compactação de pavimentação asfáltica atingida pela erosão”, afirma o juiz.

Se a prefeitura descumprir a determinação, será multada em R$ 2 mil por dia. 

PROBLEMAS

A Defesa Civil alerta que o risco de desabamento é real e pode acontecer ao longo da via, no trecho mais crítico onde o rio corre no leito “natural” sem as paredes de pedras nas lateriais. “O muro de contenção com as pedras, ou o concreto onde ele existe, faz uma proteção da via. Já aonde não tem o paredão, onde é terra, é uma caixinha de surpresas. O rio está sobrecarregado, pode desabar a pista, desmoronar sim”, afirmou o chefe da unidade operacional da Defesa Civil, Walmir Barbosa Lima.

A situação é mais crítica entre as avenidas Manoel da Costa Lima e Salgado Filho, no sentido do Bairro Aero Rancho ao centro da Capital, onde são pelo menos cinco pontos de alto risco, de acordo com a Defesa Civil Municipal. “Monitoramos a avenida e o problema se agravou há dez anos. A empresa que venceu a licitação para resolver as questões da via se recusou a terminar o serviço após uma máquina ser levada pela água em uma dessas chuvas que conhecemos bem por aqui”, relatou Lima.

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