Embora em menor intensidade, a inadimplência atingiu mais famílias em 2016. Ao todo, 105.383 pessoas físicas e 2.567 pessoas jurídicas tiveram o nome inscrito no Serviço Central de Proteção ao Crédito (SCPC) em Campo Grande no ano passado. O volume representa 133.792 novos registros no sistema, 130 mil de pessoas físicas e 3,7 mil de pessoas jurídicas – levando em consideração que uma pessoa pode ter mais de uma inclusão. O índice corresponde a uma média de nove mil consumidores negativados ao mês; 300 ao dia.
Mesmo com os números elevados, o cenário é um pouco mais animador para os comerciantes.De acordo com o economista Normann Kallmus, depois da explosão da inadimplência em 2015, quando o total de inadimplentes praticamente triplicou, o índice voltou a ficar em “patamares civilizados”. “Esse resultado é espetacular. As famílias tiveram um comportamento muito mais responsável do que o de muitos governantes. As pessoas reduziram seus consumos, resgataram o que tinham de dívidas. Isso mostra amadurecimento”, destacou.
Em dezembro do ano passado, o Índice de Negativação do Comércio (INC) fechou em 35 pontos, um ponto a mais em comparação a novembro do ano passado. No entanto, esse mesmo indicador, aponta o estudo, chegou a 219 no ano de 2015.
(*) A reportagem completa está na edição de hoje do jornal Correio do Estado.