Chácara dos Poderes, Noroeste, Moreninhas e Cidade Morena são os quatro bairros de Campo Grande em situação de alerta por conta da infestação do mosquito Aedes aegypti. A informação foi repassada na manhã de hoje, durante apresentação dos dados epidemiológicos, fiscalização e ações de campo realizadas no combate ao vetor.
A reunião foi realizada junto ao Comitê Municipal de Prevenção e Combate à Dengue, no auditório do Instituto Municipal de Campo Grande (IMPCG). Dos citados, com maior índice de infestação estão os bairros Chácara dos Poderes e Noroeste, com 6.7%, sendo o normal 1%.
Conforme levantamento, 76.8% dos mosquitos estão dentro das residências. Por conta disso, os cuidados devem ser não só nos terrenos, mas dentro das casas também. Durante o evento foi apresentado o Comitê de Combate à Dengue, onde serão concentradas todas as informações referentes ao assunto.
Apesar das epidemias que atingiu Campo Grande nos últimos anos, onde foram registrados centenas de casos da doença, a grande preocupação no momento não é tanto com a dengue, e sim com o Aedes aegypti, responsável pela transmissão de outras doenças como: zíka-vírus, chikungunya, febre mayaro e febre amarela, sendo as duas últimas pouco comentadas.
“A população tem que fazer a parte dela. A prefeitura também vai intensificar as ações, mas o cuidado maior deve ser com relação a limpeza de lixos e terrenos”, pontuou o prefeito da Capital, Marcos Trad.
Para o secretário de saúde do município, Marcelo Vilela, a prefeitura está preparada para enfrentar nova possível epidemia. “A parceria com o Exército continua. Se for preciso as tendas serão instaladas novamente”, pontuou o responsável pela pasta.
Além disso, o secretário afirmou que o erro do ano passado não se repetirá. “No ano passada faltou material para coleta de sangue. A prefeitura já está cuidando para não faltar este ano”, alegou.
Com relação ao fumacê, no começo do mês três veículos faziam a borrifação do veneno, agora, seis carros estão disponíveis para a aplicação do produto. “O fumacê atua apenas em Campo Grande e Dourados”, enfatizou Mauro Rosário, responsável pela vigilância estadual.