Anunciado ontem (17) pela prefeitura, acordo para diminuir a quantidade de caçambas lotadas de lixo e entulho espalhadas pela cidade não deve resultar, segundo afirmou hoje o prefeito Marcos Trad (PSD), em aumento de recursos para a concessionária CG Solurb. A empresa recebe a partir de sexta-feira (20) entulhos para amenizar problema, mas a destinação emergencial dos resíduos deve demorar um mês para ser finalizada.
Durante agenda pública nesta manhã, ao ser questionado sobre possível repasse de mais recursos para a Solurb que dará destinação aos entulhos uma vez de cada caçamba, o prefeito disse que não haverá mais repasse. “O que eu puder tirar desses caras, eu vou tirar. Ela [a Solurb] deve serviços e favores para a nossa cidade”, disparou Trad.
O prefeito não detalhou, no entanto, como o problema será solucionado de forma definitiva. Ontem, em nota à imprensa, a prefeitura informou que conforme lei ambiental, quem gera o entulho é responsável pela destinação dele.
Fiscalização será intensificada, conforme Secretaria Municipal de Meio Ambiente e Desenvolvimento Urbano (Semadur), para garantir que somente restos de construção civil sejam colocados nos recipientes.
SEM SOLUÇÃO
Vice-presidente da Associação Campo-grandense de Locação de Bens Móveis (ACLBM), Carlos Ujiie, afirmou à reportagem que a partir da sexta-feira (20) os caçambeiros levarão os recipientes até o aterro sanitário do Jardim Noroeste.
Por dia, a concessionária receberá de 100 a 150 caçambas, ou seja, serão pelo menos 25 dias - se o recebimento também ocorrer aos fins de semana - até que as 3,8 mil caçambas sejam esvaziadas.
A solução definitiva para o problema, no entanto, não foi discutida entre a prefeitura e os empresários. O principal entrave, segundo Carlos, é o fato de as duas empresas particulares que dão destinação ao entulho na cidade não serem autorizadas a receber todos os tipos de entulho, que têm classificação A, B, C e D.
“Se a gente for separar o entulho no nosso pátio, temos que ter autorização ambiental para isso”, conta o vice-presidente.
Independente de qual for a solução encontrada para acabar com o impasse, a associação prevê que o valor do aluguel das caçambas pelo menos dobre. Podendo chegar a até R$ 300 para o cliente.