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Contrato emergencial deve ser saída para prefeitura tapar buracos

Prefeito disse que está em processo de "limpar o nome" do município

Redação

20/01/2017 - 12h14

Para colocar em prática parceria firmada com o Governo do Estado e que deve resultar em investimento de R$ 50 milhões no serviço de tapa-buraco em Campo Grande, o prefeito Marcos Trad (PSD) deve optar por contrato emergencial, quando o processo licitatório é dispensado.

A informação foi repassada nesta manhã, pelo próprio prefeito, durante agenda pública. Segundo Trad, contrato de emergência deve ser a saída para impasse criado depois que licitação foi parar na Justiça. Neste mês, expiram todos os contratos existentes com empresas que fazem tapa-buraco. 

De acordo com o prefeito, licitação aberta pela gestão de Alcides Bernal (PP) para o serviço resultou em sete empreiteiras vencedoras, no entanto, uma das perdedoras recorreu na Justiça contra a seleção, pedindo nulidade da contratação e o processo emperrou.

Há dois dias, de acordo com Marcos Trad, a Justiça decidiu anular parte da licitação e deu como sugestão para a prefeitura decidir se continuaria ou não com o processo, afirmando que havia indicativos de ilegalidade na licitação.

“Foi encaminhado para a Procuradoria Jurídica do Município se manifestar e se não homologarmos, vamos pedir contrato emergencial para executar esse convênio. A Justiça aponta vício em determinadas etapas e não me sinto seguro com esse processo”, disse o prefeito

NOME LIMPO

Para que os R$ 25 milhões que já foram garantidos pelo governador Reinaldo Azambuja (PSDB) sejam depositados na conta da prefeitura, o município precisa apresentar certidões negativas da Receita Federal, que comprovam que a Capital está com “nome limpo”.

Segundo o prefeito, foi necessário ingressar com medida de embargo com efeito suspensivo para garantir que os documentos fossem emitidos. “A Capital estava há dois anos sem receber recursos federais e não tinha nenhuma certidão negativa. Agora estamos limpando todo o nome da cidade”, disse Trad.

No próximo dia 31, o prefeito deve ir à Brasília para apresentar todas as certidões e possibilitar que recursos federais sejam encaminhados para Campo Grande. 

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