Benefício ou prejuízo? Benção ou maldição? O Fundo de Financiamento Estudantil (Fies) pode ser a melhor escolha para estudantes de universidades particulares que pretendem pagar as mensalidades apenas depois de formados. Mas também pode ser uma pedra no sapato, diante da atual situação econômica do Brasil e as dificuldades do mercado de trabalho.
De 2010 até o fim do ano passado, 49.836 pessoas aderiram ao Fies em Mato Grosso do Sul. Há quem se arrependeu e que, passada a euforia de começar a faculdade, já não encare a operação como boa ideia. Já há outros que acreditam que se não fosse o programa, não teriam oportunidade de fazer faculdade.
Aos 21 anos, o estudante de Engenharia Civil, Eduardo César, está prestes a confirmar uma dívida de aproximadamente R$ 85 mil, que precisará pagar até 2035, quando terá 38 anos. O programa do governo federal ajudou o acadêmico a ingressar em uma universidade particular de Campo Grande ao financiar 100% do valor de sua graduação, prevista para ser concluída ao fim de 2017. Mas, inseguro sobre a profissão que escolheu, hoje ele mostra arrependimento.
(*) A reportagem completa está na edição de hoje do jornal Correio do Estado.