A manutenção de prédios inacabados por Campo Grande não é o único problema enfrentado pela atual gestão municipal. Fora as 80 construções que estão paralisadas, há ainda 57 que nem mesmo foram iniciadas. São projetos que foram aprovados pelo governo federal e já contam com recursos repassados ou ao menos empenhados desde 2011.
O mais marcante talvez seja da avenida Ernesto Geisel, que envolve o rio Anhanduí. A promessa era que o local tivesse passado por intervenções em 2012, mas até hoje nada foi feito.
De acordo com dados da Secretaria Municipal de Insfraestrutura, Transporte e Habitação (Seintrha), os 57 projetos que ainda não começaram a ser executados são 31 que dependem de abertura de licitação para avançarem ou então tiveram seus contratos rescindidos antes mesmo das obras começarem (26). Todos já foram aprovados pelo governo federal, que financia maior parte das construções, e já contam com recursos. Mas entraves burocráticos e falta de dinheiro para contrapartida impedem o andamento.
É o exemplo de várias processos de pavimentação que até hoje não saíram do papel, como do bairro Nova Campo Grande, onde licitação foi aberta ano passado, empresa foi selecionada, mas o contrato não foi homologado, o que impede o andamento efetivo da obra. A empreiteira selecionada foi a Selco, que passa por dificuldades financeiras e segundo o secretário de obras, Rudi Fiorese, não tem condições de “tocá-la”.
O recurso destinado para o asfaltamento é do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) ao custo de R$ 81.129.218,45 para duas etapas. A pavimentação de outros bairros também está comprometida, como a da Vila Nasser, com recursos de R$ 24.686.723,01; do José Tavares (R$ 12.646.519,21); Jardim Anache (R$ 7.872.718,83) e do Nova Lima, ao custo de R$ 67.561.489,56 para duas etapas. Uma delas chegou a ser licitada, mas também não avançou. De acordo com a Seintrha, há ainda outras cinco frentes de asfalto paradas: Jardim Nashivelle; Aero Rancho; Cidade Morena; além de drenagem no Jardim Botafogo e Residencial Ramez Tebet.
Outra obra que chegou a ser iniciada, ao menos nos procedimentos iniciais, foi da continuação da avenida Heráclito de Figueiredo, na região norte de Campo Grande. O objetivo era continuá-la até chegar ao Nova Lima, mas a construtora desistiu da obra e rescindiu o contrato.
*A reportagem completa está na edição de hoje do jornal Correio do Estado.