Cidades

GRUPO DE EXTERMÍNIO

Polícia aguarda laudos para concluir inquérito de homicídios no Danúbio Azul

Grupo já foi denunciado por exploração sexual, associação criminosa e tráfico

Polícia Civil aguarda laudos periciais para concluir inquérito de homicídios cometidos por grupo de extermínio chefiado por Luiz Alves Filho, o Nando, de 49 anos, no bairro Danúbio Azul. Sete pessoas já foram denunciadas por crimes de exploração sexual de crianças e adolescentes, estupro de vulnerável, associação criminosa e tráfico de drogas.

Delegado responsável pelo inquérito de homicídio, Márcio Shiro Obara, da Delegacia Especializada de Repressão aos Crimes de Homicídio (DEH), disse ao Portal Correio do Estado, por meio de sua assessoria de imprensa, que investigações continuam e que inquérito está em fase de conclusão.

Conforme assessoria da DEH, entre os laudos que devem ser anexados ao inquérito está o de teste DNA feitos nos restos mortais encontrados, para confirmar a identificação das vítimas de maneira formal. Algumas foram identificadas apenas pelos apelidos.

Ainda segundo a Polícia Civil, apesar de estar em fase de conclusão, grupo deverá ser responsabilizado e responder criminalmente, pois há materialidade, com corpos encontrados e assassinos confessos. 

Depois de concluído, inquérito será encaminhado ao Ministério Público Estadual. 

DENÚNCIA

Sete pessoas já foram denunciadas à Justiça pelos crimes de estupro de vulnerável, exploração sexual de crianças e adolescentes, associação criminosa e tráfico de drogas. A 69ª Promotoria de Justiça foi quem ofereceu a denúncia.

"Ao todo, a denúncia descreveu 12 fatos criminosos e, caso haja condenação, as penas podem atingir patamar superior a 100 anos de reclusão, a depender da real participação de cada denunciado e conforme o critério de dosimetria de pena a ser usado pelo Judiciário", explicou nota do MPE.

Seis denunciados estão presos e o caso corre em segredo de justiça, por isso não foram dados nomes. O único nomeado é o líder do grupo, identificado como Luis Alves Martins Filho, ou Nando, de 49 anos.

Os crimes foram descobertos depois de operação da Polícia Civil desencadeada por conta da morte de Leandro Aparecido Nunes Ferreira, conhecido como Leleco, ocorrida em 2 de setembro do ano passado.

O adolescente que matou Leleco, depois de apreendido, revelou esquema que envolvia tráfico de drogas, execuções e exploração sexual de crianças e adolescentes. O irmão dele teria sido vítima dessa quadrilha, que acabou identificada. Outras execuções foram descobertas, inclusive os corpos eram enterrados no Parque Veraneio, perto da sede do governo do Estado, na Capital. 

"No curso da investigação, além de encontrar ossadas humanas e identificar inúmeras vítimas de crimes de homicídio, descobriram-se evidências da prática de crimes de associação criminosa, tráfico de drogas e exploração sexual de crianças e adolescentes, sendo que algumas dessas vítimas figuravam no rol dos desaparecidos", informou nota do MPE.

O promotor Luiz Antônio Freitas de Almeida, autor da denúncia, identificou que seis dos denunciados convidavam adolescentes para a prática de orgias e atos sexuais diversos e o pagamento era com droga. Pasta-base de cocaína era a principal moeda.

Não foram colhidas provas para concluir que o sétimo denunciado participava das orgias. Ele foi acusado de consumir drogas com adolescentes.

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