Só nesse ano, até último dia 25 de janeiro, foram furtados 15 hidrômetros de moradores da cidade de Corumbá. Pelo menos 75 residências passaram por essa mesma situação no ano passado. Dessa vez, os medidos de consumo de água foram vendidos na Bolívia.
Segundo site Diário Corumbaense, quando um morador do bairro Aeroporto percebeu o furto, entrou em contato com a Sanesul, responsável pelo fornecimento de água na cidade. Ele foi informado que deveria fazer o boletim de ocorrência, e a empresa responsável pediu um prazo de 48 horas para sanar o problema. A reposição do hidrômetro aconteceu cinco dias depois do furto não cumprindo o prazo estabelecido.
Os furtos estariam sendo cometidos por moradores da Bolívia durante a madrugada, de acordo com o delegado Pablo Gabriel Farias da Silva, responsável pela 1ª Delegacia de Polícia Civil de Corumbá, afirmou ao site local já existe apuração sobre esse tipo de crime. “A Bolívia instala água para as pessoas desde que possuam o hidrômetro”, disse. A suspeita é que esses aparelhos furtados estejam sendo vendidos ilegalmente naquele país.
A Sanesul informou que a quantidade elevada de furtos de hidrômetros seria motivo da demora na reposição desses aparelhos. E que a composição desses hidrômetros já foi modificada e seu material não tem nenhum valor comercial, mas mesmo assim os furtos continuam.
Segundo o presidente da empresa, Eduardo Duque, os consumidores podem se prevenir contra o crime. Nas lojas de materiais de construção caixas da própria concessionária de água podem ser instaladas nas paredes ou muros das residências.
“As ligações antigas ainda não são obrigadas a instalarem dessa maneira, mas o ideal seria que colocassem porque tem uma proteção maior. Para todas as ligações novas essa caixa já é obrigatória”, comenta. Ele garante que o preço das caixas protetivas é acessível para a população.