Com série de assaltos e tentativas de arrombamento a comércios, moradores do distrito de Anhanduí, povoado por 4.267 habitantes e distante cerca de 40 quilômetros de Campo Grande, vivem em clima de medo e tradicionais barracas às margens da BR-163, que antes ficavam abertas 24h, agora fecham assim que escurece.
“Diminui o tempo de trabalho. Agora fico até, no máximo, 19h”, disse uma dona de barraca ao Portal Correio do Estado que preferiu não se identificar.
Altenio Sidnei, 53 anos, também proprietário de barraca, reclamou do abandono. “Tinha que ter um posto da Polícia Civil”. Já a comerciante Eva Nogueira, 58, atribui o aumento da violência no distrito ao fluxo de pessoas no distrito que se intensificou com o pedágio instalado no local e com o circular que faz a linha até Campo Grande. “Escureceu por volta das 18h30min eu fecho”, informou.
O que se pode perceber é a sensação de insegurança e medo da população. Muitos tem medo de falar sobre os casos, com medo de represálias. “Todo dia tem alguma coisa, tentativa de assalto ou algo assim”, complementou outro morador que não quis se identificar.
VIOLÊNCIA
Desde o ano passado, com a morte de Adonias dos Santos Faleiro, assassinado por ladrões durante roubo, o distrito sofre com a criminalidade. No mesmo dia do homicídio, cerca de 10 homens em motocicletas atearam fogo num caminhão.
Há sete dias, mutos de vários imóveis amanheceram com pichações do Primeiro Comando da Capital (PCC).
REFORÇO
Ontem, o secretário especial de Segurança e Defesa Social, Valério Azambuja, disse ao Portal Correio do Estado que irá reforçar a segurança em Anhanduí. “Não é que tiramos a Guarda Municipal de lá, a Guarda está passando por uma reengenharia, em termos de distribuição. Para este mês haverá o retorno da viatura e rodízio de efetivo”.