Cidades

Ex-primeira-dama

Médica do Estado é demitida após compartilhar dados de Marisa em grupo

Médica do Estado é demitida após compartilhar dados de Marisa em grupo

Redação

03/02/2017 - 11h28

A médica do Hospital Sírio-Libanês formada em Mato Grosso do Sul foi demitida após compartilhar dados sigilosos sobre o estado de saúde de Marisa Letícia Lula da Silva, ex-primeira dama, em um grupo de WhatsApp, horas depois dela ser internada em São Paulo.

Segundo reportagem de O Globo, a médica reumatologista Gabriela Munhoz, de 31 anos, enviou mensagens pelo aplicativo de mensagens em um grupo de colegas da faculdade de medicina da Universidade Federal do Mato Grosso do Sul dizendo que Dona Marisa estava internada no hospital após sofrer um Acidente Vascular Cerebral (AVC) hemorrágico e que ela seria levada para a Unidade de Terapia Intensiva (UTI).

Em nota, a direção do Hospital Sírio-Libanês informou “ter uma política rígida relacionada a privacidade de pacientes” e repudiou a quebra do sigilo por profissionais de saúde.

Segundo o Conselho Regional de Medicina de São Paulo (Cremesp), de acordo com o Código de Ética Médica, é vedado ao médico “permitir o manuseio e o conhecimento dos prontuários por pessoas não obrigadas ao sigilo profissional quando sob sua responsabilidade”.

Também não é permitido “liberar cópias do prontuário sob sua guarda, salvo quando autorizado, por escrito, pelo paciente, para atender ordem judicial ou para a sua própria defesa”, esta última em situação de sindicância ou processo ético-profissional.

"No cenário de doentes 'notáveis', a informação para o público deve ocorrer por meio de boletim médico autorizado pelo paciente ou responsável", diz o Cremesp.

NOVOS EXAMES

A ex-primeira dama dona Marisa Letícia, mulher do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, deve passar nesta sexta-feira (3) por novos exames para que os médicos possam constatar se de fato houve morte cerebral.

Dona Marisa não tem fluxo sanguíneo no cérebro, como informou o último boletim médico divulgado às 10h25 desta quinta (2) pelo Hospital Sírio Libanês, onde ela está internada há 10 dias.

A ausência de circulação sanguínea no cérebro da ex-primeira-dama foi constatada após a realização de um exame doppler craniano. Depois do resultado do doppler, a família de Dona Marisa autorizou o início do procedimento para a doação de órgãos.

O protocolo oficial para a constatação da morte cerebral ainda exige que dois testes sejam realizados. O primeiro deve acontecer às 11h e o segundo, pelo menos seis horas após o primeiro e deve ser feito por outro médico para comprovar a perda definitiva e irreversível das funções cerebrais. Assim, a morte cerebral de Marisa Letícia só deverá ser confirmada após as 17h.

A família já autorizou que a ventilação mecânica seja retirada após a confirmação da morte cerebral.

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