Cidades

falta dinheiro

Repasse federal para a saúde em 2016 foi o menor em cinco anos

Situação foi provocada por deficiência na gestão municipal

Redação

05/02/2017 - 06h00

Deficiência na gestão municipal impactou a área de saúde de Campo Grande nos últimos anos, sobretudo, em 2016.

A ausência de novos projetos, problemas em prestação de contas e restrição de crédito, durante as gestões de Gilmar Olarte e Alcides Bernal (PP), reduziram os repasses da União para a Capital.

Em 2016, o montante somou R$ 342,81 milhões, menor valor em cinco anos. A cifra de 2012 supera as transferências anuais de 2013 a 2016, quando Olarte e Bernal estiveram à frente da prefeitura. 

De acordo com o Portal da Transparência do governo federal, Campo Grande recebeu para a área da saúde R$ 467.965.303,24. Nos anos seguintes, os valores foram de R$ 368.994.867,06 (2013), R$ 403.739.414,43 (2014), R$ 434.348.733,61 (2015) e R$ 342.815.258,35 (2016). Na comparação com 2012, a redução do montante do ano é de 26,7%. 

Para o secretário municipal de saúde, Marcelo Vilela, que na semana passada foi a Brasília para negociar mais recursos para a saúde da Capital, a queda expressiva em repasses se deve principalmente à falta de gestão dos dois últimos prefeitos de Campo Grande.

Entre 2013 e 2016, Alcides Bernal e Gilmar Olarte ocuparam o Executivo municipal, mesmo período em que a transferência de recursos foi reduzida.

*Leia reportagem, de Lucia Morel, na edição de hoje do jornal Correio do Estado.

 

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