Os motoristas do serviço Uber precisarão atender regulamentação da Prefeitura de Campo Grande para poderem trabalhar. O decreto estabelecendo regras para a modalidade, que rivaliza com mototáxi e táxi, será assinado na segunda-feira (13).
Esse anúncio foi feito hoje, depois de reunião que o prefeito Marcos Trad (PSD) manteve com representantes dos diferentes serviços.
“Estamos pegando as normas de outras capitais, de outras cidades, atendendo decisão judicial de todas elas e vamos fazer um decreto regulamentando para que os motoristas de Uber sejam identificados", explicou o prefeito.
Ele detalhou que a regulamentação ainda vai averiguar vários detalhes. Entre eles se há ficha criminal, identificação do veículo, exigência de um escritório em Campo Grande, informações do seguro do veículo. "As mesmas condições que são impostas ao táxi deverão ser impostas ao Uber”, afirmou Trad.
Para o chefe do Executivo Municipal, o valor da viagem não será alterado por conta dessa regulamentação.
“A partir do momento que você começa fiscalizar, vendo as condições do veículo, os pneus, vendo sobretudo a tensão do município em limitar a quantidade e impor seguros obrigatórios para os passageiros, você começa a dar a eles uma noção de que o preço que eles estão cobrando não pode ser tão competitivo quanto do táxi”, avaliou.
A prefeitura ainda se baseia em uma lei federal que determina que todo passageiro remunerado deve ser atendido por serviço devidamente regulamentado pelo município. "Acontece que em Campo Grande, desde setembro, é uma prática que não tem fiscalização nenhuma. E o grande perigo, na minha concepção, é com relação à segurança do campo-grandense”, ponderou o prefeito.
Ao contrário dos táxis, em que um veículo pode ser solicitado nos pontos, ou nas ruas, os carros parceiros da Uber só podem ser chamados via aplicativo de smartphone. O usuário deve criar uma conta, parecida com a das redes sociais, onde insere seus dados pessoais e do cartão de crédito.
EXIGÊNCIAS DA EMPRESA
A Uber, que é uma empresa norte-americana, informa que proprietários de carros quatro portas, fabricados depois de 2008, com documentação em dia e com ar condicionado podem se candidatar a ser parceiro.
O faturamento bruto prometido pode chegar a R$ 5 mil para quem atua oito horas por dia em média. O motorista pode trabalhar no horário que quiser.
MOTOTÁXI
As motos que prestam esse tipo de serviço passarão a ter o motocímetro. Em cidades com mais de 50 mil habitantes o equipamento é exigido, divulgou a Prefeitura de Campo Grande. O assunto também foi tratado na mesma reunião que discutir o funcionamento do Uber.