A meia quadra da Penitenciária da Máxima, no bairro Noroeste, em Campo Grande, policiais da Delegacia Especializada de Repressão ao Narcotráfico (Denar) descobriram casa que era alugada apenas para mulheres introduzirem droga no corpo e tentar entrar na unidade prisional.
A investigação aconteceu ontem (12), depois de denúncia anônima feita por telefone, às 6h30. A informação repassada era de que duas mulheres tentariam entrar com maconha e cocaína no presídio. Domingo é dia de visitação.
As suspeitas moram na Rua Atibaia, que fica nos fundos da unidade. Foram feitas diligências e com Suelen Ortiz Oliveira, 24 anos, havia 400 gramas de maconha embalada e pronta para ser transportada. A vizinha dela, Rafaela Kristiny Wogle Maria, 31 anos, estava com um quilo de maconha e 300 gramas de cocaína.
Ambas ainda alugavam um cômodo que fica entre as casas e que não tinha móveis. Esse local era usado para que outras mulheres também introduzissem droga para ser levada à Máxima.
"Segundo apurado, lá a suspeita é que esse cômodo tinha o propósito de ser usado por outras mulheres para introduzirem a droga e tentarem entrar no presídio", explicou nota da Denar.
Os maridos das duas mulheres presas ontem estão reclusos em Campo Grande, mas os nomes não foram divulgados. Casado com Suelen cometeu latrocínio, enquanto o esposo de Rafaela está preso por tráfico de drogas.
À Polícia Civil, Suelen negou que vendia ou que pretendia entrar no presídio. Ela afirmou que tinha sido contratada apenas para embalar a droga, mas não soube informar que a teria contratado. Rafaela disse que pretendia vender o entorpecente, mas não tinha intenção de levar para dentro da Máxima. Ambas já têm passagens por tráfico de drogas.
Suelen Oliveira e Rafaela Maria alugavam cômodo a meia quadra da Máxima para outras mulheres introduzirem droga e tentarem entregar para presos. Foto: Valdenir Rezende/Correio do Estado