Moradores reclamam das más condições em que se encontram o Centro Regional de Saúde (CRS) do bairro Tiradentes e a Unidade de Pronto Atendimento Comunitário (UPA) no Jardim Leblon, em Campo Grande. Nessa semana, além da superlotação, foi flagrada até maca sem colchão e falta de limpeza.
Leitora de 38 anos que não quis ser identificada disse que no CRS faltava colchão em macas, lixo estava acumulado, além de colchões rasgados e com odores fortes. Segundo ela, pacientes com tuberculose saíam das macas e outras pessoas ocupavam o local sem nenhum tipo de esterilização.
Segundo informação de outro morador, na noite de ontem (20) ao buscar um exame na UPA do Jardim Leblon, a atendente da unidade informou que não havia papel para realizar a impressão do exame.
O autônomo Everson Ricardo dos Santos, de 40 anos, conta que o médico que estava atendendo no local teve que ir até o computador memorizar o resultado do exame para dar continuidade ao atendimento. Com receio de ser mal tratado, Everson não questionou a falta do material na unidade e não saiu com o diagnóstico. Ele terá que realizar outros exames.
“O médico não soube dizer corretamente, vou ter que realizar outro exame para ter certeza do meu diagnóstico, mas sei que quando for buscar meu exame não terá papel para imprimir e vou cair no mesmo descaso que na primeira vez”, afirma.
Em ambos os casos, não foi feito nenhum tipo de reclamação para a prefeitura para saber o posicionamento referente a esses descasos.
Ao Portal Correio do Estado a assessoria da Prefeitura informou que realmente existe uma falta de material na rede municipal de saúde, mas que já foi feito o pedido para aquisição dos mesmos. A previsão é de que até o fim de março essa situação seja resolvida.
Além disso, o município afirma que os profissionais são orientados a fazer toda a higienização e eventual esterilização das macas para evitar expor o paciente a uma situação insalubre. Segundo eles, são procedimentos feitos rotineiramente.
Já no segundo caso citado existe também a falta dos papéis em algumas unidades e a atual administração já encaminhou o processo de compra que também está com prazo até março para ser regularizada.
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