O vendedor ambulante Luis Carlos Costa Gonçalves, de 35 anos, principal suspeito de matar a menina Ana Clara Pires Camargo, de 7 anos, foi morto após ser baleado durante um confronto com policiais, na tarde de ontem (22), no Setor Carolina Park, em Goiânia.
Segundo a Polícia Civil, ele era conhecido e já foi vizinho da família da vítima. Atualmente, morava em um bairro próximo. Natural de Presidente Dutra (MA), ele trabalhava revendendo blocos de notas em Goiânia para comerciantes do Setor Campinas e da Rua 44, no Setor Norte Ferroviário.
Em nota, a Polícia Militar informou que Luis Carlos foi localizado “no Setor Lorena Park, em Goiânia, na tarde de hoje por equipes do Serviço Reservado da Polícia Militar (PM2) e da Polícia Civil”. Segundo a corporação, na abordagem, o suspeito de matar Ana Clara “agiu de maneira violenta” e, “durante o confronto, foi atingido por disparos de arma de fogo vindo a óbito no local”.
A Polícia Militar informou, em entrevista coletiva nesta tarde, que chegou até Luis Carlos após uma denúncia da namorada dele.
"Nós a localizamos e ela disse que era ameaçada por ele. Também contou que o suspeito poderia estar na casa do irmão dela, no Setor Carollina Park. Quando a PM chegou no local, adentrou e foi recebida a tiros. Ele estava sozinho e morreu no confronto", disse o assessor de comunicação da PM de Goiás, tenente-coronel Ricardo Mendes.
A polícia isolou uma casa onde o corpo está. Centenas de pessoas acompanham, de longe, o trabalho no local. Uma equipe da Polícia Técnico-Científica chegou à residência por volta das 15h20. Cerca de 20 minutos depois, o IML esteve na residência para retirar o corpo.
Uma vizinha do local onde o suspeito foi morto, que não quis se identificar, contou ao G1 que, por volta de 14h15, três carros da polícia chegaram na rua. Ela diz ter escutado dois tiros na casa onde Luis Carlos foi localizado. Em seguida, relatou, um policial saiu da residência e informou a ela que tratava-se do suspeito de matar a menina Ana Clara.
O pai de Ana Clara, o subtenente do Corpo de Bombeiros Arlindo Sebastião Camargo, também esteve no IML e falou sobre a morte do suspeito. "Ele foi um monstro por fazer o que fez com ela. É difícil falar isso, mas ele mereceu. Foi justo, ele não merecida viver mais nesse mundo", afirmou.
Antes, Camargo esteve no local onde a filha foi morta. Ele disse que não esperava encontrá-la sem vida. “Não é nada fácil encontrá-la assim. Tinha três anos que eu não a via, então está sendo muito difícil. Não desejo a pai nenhum o que a gente está passando aqui agora. Peço a Deus que ela esteja em um lugar bom", lamentou.