Cidades

FEBRE-AMARELA

Parque em BH que teria evento de Carnaval é fechado devido à febre amarela

Parque em BH que teria evento de Carnaval é fechado devido à febre amarela

Bruna Aquino

24/02/2017 - 12h30
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A Prefeitura de Belo Horizonte interditou nesta quinta-feira (23), por tempo indeterminado, o parque Mangabeiras, na região centro-sul de Belo Horizonte, para evitar o risco de contágio de visitantes pela febre amarela.

A medida foi tomada depois de mortes atípicas de macacos no parque, que receberia o festival de música Carnavália a partir deste sábado (25) até a próxima terça (28). As informações são da Agência Brasil.

Além do parque das Mangabeiras, a administração municipal também fechou o Mirante das Mangabeiras e o parque da Serra do Curral, que se situam próximos. Na semana passada, o parque Jacques Cousteau também havia sido interditado após suspeita de febre amarela em macaco.

A organização do evento Carnavália afirmou que a festa foi transferida Serraria Souza Pinto, no centro da cidade. O evento terá apresentações de blocos carnavalescos e shows de Nando Reis, Paralamas do Sucesso, Karol Conca, Buchecha e Gabriel O Pensador. Para alguns dias, os ingressos já estão esgotados.

A prefeitura já encontrou oitos macacos mortos em Belo Horizonte, tendo ao menos um deles resultado positivo para febre amarela. No entanto, a capital mineira ainda não tem registros de transmissão da doença para humanos. Alguns moradores da cidade chegaram a ser hospitalizados com suspeita de febre amarela, mas todos eles haviam viajado para a região mais afetada. Por esta razão, a hipótese considerada é possível contaminação no interior do Estado.

Na terça (21) passada, a Secretaria de Saúde de Minas Gerais contabilizou 1.027 notificações de febre amarela no Estado. Dessas, 234 foram confirmadas, 57 foram descartadas e as demais continuam sob análise. O número de mortes confirmadas chegou a 83 e outros 173 óbitos ainda são investigados.

A febre amarela afeta macacos e humanos e é causada por um vírus da família Flaviviridae, sendo transmitida em alguns países da América do Sul, América Central e África. No meio rural e silvestre, o vetor é o mosquito Haemagogus. Em área urbana, o contágio pode ocorrer pela picada do Aedes aegypti, o mesmo da dengue, zika e chikungunya.

Segundo o Ministério da Saúde, a transmissão da febre amarela no Brasil não ocorre em áreas urbanas desde 1942. A principal medida de combate à doença é a vacinação da população. O imunizante é oferecido gratuitamente nos postos de saúde. A aplicação ocorre em dose única, que deve ser reforçada após dez anos. No caso de crianças, o Ministério da Saúde recomenda a administração de uma dose aos nove meses e um reforço aos quatro anos.


 

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