A Prefeitura de Campo Grande vai limitar para 490 o número de motoristas em atuação por meio da empresa de transporte particular Uber.
A quantidade é a mesma da de taxistas que atuam hoje na Capital. A medida ainda será publicada por meio de decreto, no Diário Oficial do Município, e vai encarecer o preço do serviço.
Na Capital há cinco meses, a Uber popularizou-se devido ao preço acessível e a promessa de espera curta para motoristas encontrarem passageiros a partir de chamada em aplicativo de smartphone.
A flexibilidade de trabalho como parceiro da empresa também chamou atenção de muita gente que queria trabalhar no setor e chegou a atrair mais de mil motorista.
Entretanto, o decreto do prefeito Marcos Trad, previsto para ser publicado na semana que vem, vai deixar mais da metade dos motoristas de fora do serviço. Os que ficarem terão de atender a uma série de determinações. Na legislação vai ser definido os critérios que definirão a ordem de quem vai poder trabalhar e quem ficará na lista de espera. Os critérios para essa classificação não foram divulgados ainda.
Leis de outras capitais, regulamentando o serviço, foram utilizadas como base para a elaboração da determinação na Capital. “Junto com a Procuradoria Geral do Município, aplicamos o princípio da isonomia dando condições idênticas às partes atingidas (taxistas)”, garantiu o prefeito.
O decreto também prevê a realização regular de vistorias, adoção de seguro de vida para eventual acidente, além de apresentação de antecedentes criminais dos motoristas.
A Uber, por meio de nota, classificou a limitação como artificial e disse que os próprios cidadãos saem perdendo. “Com isso, os preços aumentam, a disponibilidade de carros diminui e os motoristas parceiros fazem menos viagens", sustentou nota.