Acabou a trégua nas Filipinas. Nesta terça-feira (28), o presidente Rodrigo Duterte anunciou que a Polícia Nacional (PNP) voltará a "neutralizar" traficantes de drogas e usuários que se neguem a se entregar ao programa de reabilitação.
"Neutralizar", segundo grupos de direitos humanos, é um eufemismo para matar. O presidente declarou várias vezes que a polícia pode atirar para matar em "confrontos legítimos".
Desde 1º de julho do ano passado, quando Duterte tomou posse, a chamada "guerra às drogas" deixou 7.076 mortos. Desse total, 2.551 mortes foram atribuídas à polícia e 3.603, a grupos de extermínio. No mesmo período, morreram em ação 35 policiais e 3 militares.
Os dados são de até 31 de janeiro, última atualização disponível. Apesar da declarada pausa no combate policial, jornalistas em Manila continuaram reportando assassinatos por esquadrões da morte.
Ainda nesta terça, o presidente ameaçou policiais que se envolvam em corrupção: "Não se surpreendam se eles começarem a ser mortos um por um".