Os mais de 250 remédios que estão em falta nos estoques da Secretaria Municipal de Saúde Pública de Campo Grande podem voltar a constar nas unidades de saúde no prazo de 15 dias. A informação foi divulgada hoje à tarde pela prefeitura.
Pacientes que precisam de dipirona sódica, amoxicilina cápsula, omeprazol, captopril, solução fisiológica, entre outros medicamentos, não encontram nas prateleiras das Unidades de Pronto Atendimento (UPAs), nos Centros Regionais de Saúde (CRSs) e nas Unidades Básicas de Saúde (UBSs)
A autorização de empenhos para pagar os fornecedores, o que contribui para restabelecer o fornecimento, foi dada hoje na administração pública municipal.
"Parte do empenho será usada para quitar dívidas atrasadas com as empresas que aguardam pagamento desde agosto de 2016. A atual administração conseguiu, por meio de negociações com estes fornecedores, que a entrega dos medicamentos para a Sesau não fosse prejudicada", informou nota.
Na Farmácia Central de Campo Grande, a estimativa é que em até 10 dias os remédios já devem chegar. Os estoques de UPAs e CRSs serão normalizados em 24 horas depois do recebimento da carga, enquanto nos postos isso deve demorar entre 7 e 15 dias.
No total, estão autorizados os pagamentos para 257 medicamentos de diferentes tipos. A lista inclui: dipirona sódica, amoxicilina cápsula, losartana potássica, metformina, omeprazol, lidocaína, ibuprofeno gotas, furosemida, captopril e solução fisiológica.
“Nossa prioridade no momento é quitar dívidas atrasadas para podermos negociar com os fornecedores a possibilidade de realizarem a entrega de novos lotes de medicamentos através dos novos empenhos”, afirmou o secretário de Saúde, Marcelo Vilela.
ROMBO GRANDE
A Secretaria de Saúde tem carência de 320 itens, entre eles estão também gaze, luva para procedimentos, coletor de urina e sondas uretrais.
Em janeiro, grupo de cadeirantes fez protesto para alertar sobre a deficiência. Eles foram à Sesau para reclamar da situação. A ausência de itens e remédios ultrapassava os seis meses nas unidades de saúde, segundo os manifestantes.