Campanha com ações em prol da mulher e contra toda forma de violência doméstica será lançada na próxima segunda-feira (6) pelo Poder Judiciário de Mato Grosso do Sul, por meio da Coordenadoria
Estadual da Mulher em Situação de Violência Doméstica e Familiar e da 3ª Vara de Violência Doméstica e Familiar Contra a Mulher.
Objetivo é informar a sociedade sobre os crimes cometidos contra a mulher, as formas de se buscar ajuda e fomentar a cultura da paz.
Entre as ações, que serão desenvolvidas ao longo do ano, está o 1º Colóquio sobre Gênero, que é uma forma mais próxima de palestras que serão realizadas no auditório do Centro Integrado de Justiça (Cijus) para grupos de 100 pessoas. No evento, três doutores apresentarão a realidade brasileira e fomentarão o debate com o público.
Também haverá apresentação teatral nos locais a serem atendidos pela Carreta da Justiça, que terá objetivo de atender mulheres vítimas de violência doméstica, com orientações e concessões de medidas protetivas.
No dia 4 de abril, teatro será levado para Rochedinho e, no dia 11, será a vez de Anhanduí. Peço em 360 graus será apresentada em praça pública, na tentativa de difundir uma nova cultura de respeito e paz. Encenações também ocorrerão na Capital, em locais de grande fluxo de pessoas.
Programação da campanha terá ainda Caminhada da Mulher Brasileira no dia 28 de abril. Evento tem como objetivo convocar a sociedade para o enfrentamento à impunidade a violência contra a mulher.
O projeto "Mãos emPENHAdas Contra a Violência", inédito no país, também integra as propostas do Mulher Brasileira e pretende tornar os profissionais da beleza multiplicadores de informações sobre todas as formas de violência doméstica e familiar contra as mulheres.
Estabelecimentos terão um Selo de Parceria para identificar a participação na campanha. Iniciativa terá a parceria de salões de beleza de Campo Grande, sendo capacitadas as profissionais que atuam nestes estabelecimentos para identificar a violência doméstica e orientar as vítimas.
Dentro do programa haverá também projeto contínuo de oficinas sobre sexualidade para as mulheres em situação de violência, atendidas pela 3ª Vara de Violência Doméstica e Familiar contra a Mulher da Capital.
Juíza Jacqueline Machado, titular da primeira Vara de Medidas Protetivas no Brasil e que responde pela Coordenadoria Estadual da Mulher em Situação de Violência Doméstica e Familiar, explica que é importante se desenvolver diferentes ações, atingindo várias camadas da sociedade.
“Precisamos combater essa violência de gênero não apenas através da ação repressiva, mas também é precisamente através de projetos e ações que deem visibilidade para este tipo de violência e que consigam auxiliar na mudança da cultura machista, tão presente no mundo”, disse a magistrada.