Empresas que se interessaram em concorrer a licitação para fornecer merenda para escolas da prefeitura de Campo Grande mais uma vez tiveram amostras reprovadas pelo município. Essa é a segunda vez que a mesma situação acontece desde que o processo foi aberto, em 20 de dezembro passado.
Aberta ainda na gestão Alcides Bernal (PP), a licitação do modelo meno preço por item tinha sete lotes, divididos por diferentes gêneros alimentícios. As empresas se mostraram interessadas em concorrer em todos os lotes.
No dia 20 de fevereiro, já na gestão Marcos Trad (PSD), a Diretoria Geral de Compra e Licitação divulgou dos sete lotes, apenas um teve amostras aprovadas. Nos outros seis, as empresas foram desclassificadas da concorrência ou tiveram as amostras reprovadas.
Diante do problema, a prefeitura deu prazo de 72 horas para novas empresas apresentarem amostras, no lugar das desclassificadas, e as que tiveram amostras reprovadas apresentassem os itens caso quisessem continuar na concorrência.
Na edição de hoje do Diário Oficial de Campo Grande (Diogrande), consta que outros quatros lotes tiveram amostras novamente reprovadas e empresas desclassificadas. Com isso, novas empresas foram chamadas para apresentar novos exemplares dos alimentos que serão servidos aos alunos. O novo prazo é de 72 horas e enquanto não houver seleção de empresas para todos os lotes, a licitação segue sem prazo para conclusão.
ESTOQUE
O estoque de merenda escolar deixado pela administração de Alcides Bernal (PP) para ser distribuído no ano letivo de 2017 está com falta de itens e ao menos o arroz estava com caruncho. Os problemas foram constatados depois de vistoria feita em janeiro pelo novo comando da Superintendência de Abastecimento Alimentar (Suali), da Prefeitura de Campo Grande.
As deficiências também foram identificadas com relação à falta de manutenção na câmara fria, que pode estocar até 60 toneladas de alimentos, e problemas para a logística. Isso porque há quatro caminhões baú para distribuição dos alimentos, mas nenhum está em condições de rodagem.
As 12 nutricionistas que fazem a regulação dos cardápios e definem quantidades a serem distribuídas para as 223 entidades da Capital cadastradas no Fundo Nacional de Desenvolvimento para Educação (FNDE) também estavam sem meio de transporte para realizarem as visitas a escolas, centros educacionais infantis (Ceinfs) e outras unidades parceiras.
Muitas vezes, esses profissionais iam com veículo próprio para não deixarem de realizar o serviço, mas como não era possível visitar todas as entidades, nem sempre havia a destinação correta da quantidade de itens. Isso ocasionava sobra em alguns casos, ou falta de alimentos.
Outros 9 mil quilos de arroz foram encontrados com caruncho. Os insetos tomaram conta dos pacotes e inviabilizaram o alimento. A administração da Suali negociou com o fornecedor de arroz e conseguiu que houvesse a troca de todo o produto estragado. O novo estoque foi entregue em janeiro.